DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Por novo coronavírus, governo quer Mais Médicos em cidades maiores e postos abertos até mais tarde

A convocação será feita pelo Mais Médicos, criado na gestão Dilma Rousseff (PT), pois o programa Médicos Pelo Brasil, lançado em 2019, ainda tem entraves burocráticos para sair do papel

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2020 | 20h10

BRASÍLIA - Frente ao avanço do novo coronavírus no Brasil, o Ministério da Saúde deve estender o alcance de nova convocação de profissionais ao Mais Médicos. A ideia é atender grandes cidades, onde a doença teria potencial para atingir mais pessoas. Segundo secretário-executivo da pasta, João Gabbardo, um edital do programa deve ser lançado nos próximos dias.

A convocação será feita pelo Mais Médicos, criado na gestão Dilma Rousseff (PT), pois o programa Médicos Pelo Brasil, lançado em 2019, ainda tem entraves burocráticos para sair do papel, segundo Gabbardo. 

O governo planejava convocar profissionais apenas para cidades menores, mas resolveu ampliar para todas as faixas. “Onde há maiores concentrações demográficas é onde os casos vão ocorrer”, disse Gabbardo. Médicos cubanos que foram do Mais Médicos e seguem no Brasil poderão se inscrever. O Ministério da Saúde não revela o número de profissionais que serão chamados.

Atendimento

O governo também quer estender o período de atendimento de unidades de saúde. A ideia é reforçar ajuda financeira para que unidades abram no 3º turno, até 22h, por meio do programa “Saúde Na Hora”.

Segundo o Ministério da Saúde, até janeiro 1.455 unidades em 250 municípios participavam do programa. Para ampliar o horário de funcionamento, o governo federal chega a dobrar os repasses para custeio.

Gabbardo disse que as regras para adesão e valores de incentivo para próximas unidades estão em debate. Hoje o governo exige que ao menos três equipes multidisciplinares atuem nos postos para integrar o programa. A proposta é reduzir para duas e viabilizar maior adesão.

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