Porcos são mortos nas Filipinas para estudo do Ebola

Especialistas da ONU estão no país para pesquisar uma rara variação do Ebola, o Ebola Reston

Efe

09 de janeiro de 2009 | 15h33

A equipe de especialistas da ONU que está nas Filipinas para estudar uma rara variação do Ebola - o Ebola Reston - em dois criatórios suínos do norte do país sacrificaram nesta sexta-feira, 9, 70 porcos e pegaram mostras para analisá-las no laboratório. Veja também: Número de mortes por ebola no Congo aumenta para 13 A missão da equipe formada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela Organização Mundial de Saúde Animal (antes Escritório Internacional de Epizootia, OIE) e pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) é determinar como a cepa Reston, que estava exclusivamente nos símios, conseguiu atingir os porcos, declarou o veterinário filipino Samuel Animas ao jornal The Star. Animas afirmou que os 70 animais sacrificados e depois enterrados pertencem a duas fazendas colocadas em quarentena desde outubro passado, quando laboratórios internacionais confirmaram a identidade da doença, e acrescentou que também foram tomadas mostras de sangue de outros 70 porcos. A outra incumbência da equipe da ONU, que ficará nas Filipinas até o dia 16, será determinar a fonte e o canal da infecção, a virulência do organismo e seu habitat natural. "O fato de que seja a primeira vez que o vírus foi detectado em animais que não sejam macacos e que seja a primeira vez que tenha aparecido em porcos, animal que faz parte da cadeia alimentar (do homem), faz com que esta missão seja particularmente importante", informou a OMS por meio de um comunicado. As autoridades de saúde das Filipinas pediram a assistência da ONU no ano passado após ser descoberta a morte dos leitões.

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