Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Positividade de testes de covid-19 salta de 23% para 42% em um mês, aponta relatório

Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Todos pela Saúde mostram o avanço da doença no País

Marcela Villar, especial para o Estadão

16 de junho de 2022 | 17h34

Quatro em cada dez testes de covid-19 realizados dão positivo no Brasil, segundo relatório de monitoramento de vírus respiratórios produzido pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) e divulgado nesta quinta-feira, 16. A positividade dos testes subiu de 23,6% para 42,3% no último mês analisado pela pesquisa - de 14 de maio a 11 de junho. Essa proporção de casos positivos supera a de fevereiro de 2022. 

Segundo o Instituto, todos os Estados e faixas etárias investigadas tiveram alta na taxa de positividade para o SARS-CoV, com uma média de 30%. As três unidades federativas que tiveram os maiores índices foram o Distrito Federal (de 18% para 48%), Rio de Janeiro (de 24% para 44%) e São Paulo (de 30% para 43%). Já a faixa etária com maior incidência de casos positivos foram as pessoas entre 50 e 59 anos. 

A pesquisa destaca ainda o crescimento do número de testes realizados. Em um mês, a quantidade de testes feitos por semana subiu de 13.422 para 22.838, uma alta de 70%. O estudo usou uma amostra de 297 mil testes feitos por laboratórios privados de 1º de fevereiro a 11 de junho, sendo cerca de 95% deles coletados no Sudeste e Centro-Oeste. 

O relatório da ITpS, entidade sem fins lucrativos parceira da ABC (Academia Brasileira de Ciências) e da Fiocruz, ainda destaca um aumento para os resultados positivos da Influenza A de 2% para 4% e uma queda para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), de 17,3% para 8,4%, em âmbito nacional. 

Nas últimas semanas, o Estadão vem mostrando como os casos vêm avançando no país. Em junho, a média móvel do número de casos do novo coronavírus dobrou em todos os Estados, de acordo com o consórcio de veículos de imprensa. 

O número aumentou de 14.644, no dia 22 de maio, para 29.342, registrado no dia 6 de junho. Em hospitais privados da capital paulista, como o Albert Einstein e Sírio-Libanês, as internações aumentaram 275%. Isso fez com que a prefeitura de São Paulo abrisse 50 novos leitos para o tratamento de doenças respiratórias na rede pública, na última terça-feira, 16. 

De acordo com outro relatório do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), a alta de casos se deve à presença de duas sublinhagens da variante Ômicron, a BA.4 e a BA.5. Elas passaram a representar 44% das amostras positivas da infecção no Brasil e já foram identificadas em 198 municípios de 12 Estados e no Distrito Federal.  

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