Valéria Gonçalvez/Estadão
Claudia Arruga, de 54 anos, viveu uma tempestade emocional com a chegada da menopausa. A mudança de hábitos a ajudou a recuperar o bem-estar Valéria Gonçalvez/Estadão

Claudia Arruga, de 54 anos, viveu uma tempestade emocional com a chegada da menopausa. A mudança de hábitos a ajudou a recuperar o bem-estar Valéria Gonçalvez/Estadão

Precisamos falar sobre menopausa: saiba o que é e como aliviar os sintomas

Com a queda hormonal, a mulher pode experimentar calores, insônia e aumento de peso. Alimentação saudável e exercícios podem ajudar; veja dicas dos especialistas

Kátia Arima , Especial para o Estadão

Atualizado

Claudia Arruga, de 54 anos, viveu uma tempestade emocional com a chegada da menopausa. A mudança de hábitos a ajudou a recuperar o bem-estar Valéria Gonçalvez/Estadão

Assim como na adolescência, a oscilação de hormônios provoca uma avalanche de mudanças no corpo e na mente das mulheres que estão no climatério, transição da fase reprodutiva para não reprodutiva. Para a maioria das mulheres, entre 45 e 55 anos acontecerá a menopausa, a última menstruação, e ao longo deste período de adaptação do corpo pode enfrentar irritabilidade, cansaço, dores no corpo, insônia, falta de libido, os famosos “fogachos”, entre outros sintomas, em diferentes intensidades.

Por desconhecimento ou por negar-se a aceitar o processo natural de envelhecimento, nem sempre a mulher busca ajuda para lidar com as dificuldades desta fase, que podem ser amenizadas com uma rotina de hábitos saudáveis e tratamentos medicamentosos. 

A juíza aposentada Claudia Arruga, de 54 anos, viveu uma tempestade emocional sem desconfiar que estava no climatério, em 2018. “Eu estava depressiva, chata, com autoestima baixa. Minha mãe e minha tia me chamaram e disseram que eu estava insuportável e que isso era sinal de que a menopausa estava chegando”, conta.

Claudia procurou então o seu ginecologista, mas achou que ele não estava muito preparado para falar do tema. Acompanhada por outra médica, ela resgatou o seu bem-estar. Para isso, passou por um check-up de saúde completo, fez terapia de reposição hormonal, melhorou sua alimentação e incrementou a prática de exercícios físicos. “É preciso conviver com um corpo que mudou. Por isso, vou fazer musculação ou exercício aeróbico na academia todos os dias e isso faz diferença”, diz. E para garantir estabilidade de humor, procurou um psiquiatra, que receitou um remédio. 

No seu canal Cool50s, no Instagram, onde fala das questões relevantes para as mulheres de mais de 50 anos, Claudia gosta de tratar do tema menopausa porque percebe que ainda é um tabu. “Minha mãe fala baixinho sobre isso e minhas amigas não aceitam que estão passando por essa fase”, comenta.

Informação é importante

A ginecologista Helena Hachul observa que geralmente as mulheres não são bem informadas em relação ao climatério e que isso é ruim para elas. “Quando sabemos as modificações pelas quais vamos passar, enfrentamos melhor e sabemos o que fazer. O ginecologista deveria preparar a mulher para as alterações que vêm com a menopausa”, diz a médica, que é professora de Saúde da Mulher na Faculdade de Medicina Albert Einstein. 

A menopausa é um evento fisiológico natural e não uma doença. Indica que os ovários deixaram de funcionar. Os sintomas do climatério são consequência da perda hormonal, que pode começar muitos anos antes da última menstruação, explica Helena.

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Quando sabemos as modificações pelas quais vamos passar, enfrentamos melhor e sabemos o que fazer. O ginecologista deveria preparar a mulher para as alterações que vêm com a menopausa
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Helena Hachul, ginecologista

Segundo ela, as ondas de calor são um dos sintomas mais comuns decorrentes da queda da produção de estrogênio pelos ovários, relatadas por 70% das mulheres no climatério, em intensidade e frequência variáveis. A insônia é problema para 60% das mulheres nessa fase da vida, o que aumenta a irritabilidade, que também é comum. A mudança hormonal também tem um impacto na pele, que fica mais seca e perde colágeno - e ganha rugas -, nas unhas e nos cabelos, que ficam mais frágeis. Além disso, a secura vaginal e a diminuição de libido atrapalham a vida sexual.

Com o metabolismo mais lento, há uma tendência de maior acúmulo de gordura no corpo se os hábitos da mulher não forem alterados nessa fase - o que aumenta o risco de desenvolver uma síndrome metabólica e doenças cardiovasculares. As mudanças hormonais também podem propiciar a osteoporose, doença caracterizada pela perda de massa óssea.

Apesar do cenário difícil, a ginecologista Helena esclarece que os sintomas do climatério não duram para sempre e melhoram gradativamente. Enquanto isso, é possível recorrer a um tratamento para enfrentar a fase, embora muitas mulheres não saibam disso, percebe a médica. “Elas acham que terão que sofrer e simplesmente aceitar, já faz parte da vida. Mas não é assim!” 

Hábitos saudáveis

Buscar um estilo de vida saudável é fundamental no climatério, com melhorias na alimentação, prática de exercícios físicos frequentes, lazer e descanso, afirmam os especialistas. Depois de aderir ao programa de exercícios online Menopausa Fit, a administradora Simone Cristina de Brito Oliveira , 55 anos, percebeu uma diminuição dos fogachos e das dores no corpo. “Notei também que tenho mais disposição e melhor sono e humor”, afirma ela, que teve sua menopausa aos 50 anos. 

Simone conta que não se reconhecia há cinco anos: tinha fogachos, nervosismo, depressão, dores pelo corpo todo, ansiedade, aumento de peso e insônia. “Todos me estranhavam, pois sempre fui bem humorada. Cheguei até a gritar com meu chefe, o que foi muito constrangedor”, conta. Por conta dos sintomas, deixou de frequentar a academia, o que piorou a situação.

Até que a sua fisioterapeuta desconfiou de que se tratava do climatério e sugeriu que Simone procurasse ajuda: com apoio da ginecologista, ela iniciou uma terapia de reposição hormonal, e com a educadora física Bruna Oneda começou a praticar exercícios físicos específicos para a sua condição. Três vezes por semana, ela faz os treinos online que incluem exercícios de equilíbrio, fortalecimento e alongamento.

Focada em treinar mulheres no climatério, que nem sempre estão dispostas a frequentar uma academia convencional, Bruna oferece dois programas de exercícios físicos: o SOS Menopausa, voltada a quem se sente com muita dificuldade de começar a praticar os exercícios, seja por dores musculares ou articulares, seja pelo cansaço ou fogachos, e o Menopausa Fit, para quem já está mais disposta a malhar.

“Quem está com dor tende a paralisar o corpo, mas quanto mais parado pior é o sintoma”, afirma a educadora física. Bruna explica que faz um encaminhamento personalizado para cada aluna, a partir do preenchimento de um questionário inicial. “A pessoa começa devagar, para não se machucar, e aumenta a intensidade dos exercícios gradualmente, à medida que ganha condicionamento. Qualquer uma consegue praticar em casa, sem ter nenhum equipamento especial”, afirma. Em poucos meses, é possível obter melhoria de disposição e de equilíbrio; para ver resultados estéticos e nos ossos, em casos de osteoporose e osteopenia, leva pelo menos um ano, segundo Bruna.

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Quem está com dor tende a paralisar o corpo, mas quanto mais parado pior é o sintoma
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Bruna Oneda, educadora física

Para combater os fogachos, falta de libido e outros sintomas, Miriam Aleixo Finholt, de 58 anos, secretária aposentada, faz musculação duas vezes por semana com um personal trainer, terapia de reposição hormonal e uma dieta orientada por uma nutricionista. “Hoje sinto que estou em minha melhor versão”, comemora.

Há dois anos, ela teve a sua última menstruação e só então percebeu o tanto que havia sofrido com sintomas do climatério nos anos anteriores. “Eu estava com o humor muito alterado, calorões que me impediam de sair e os médicos falavam que era ansiedade. Mas eram sintomas mascarados pela vida agitada”, diz.

Mudança nas refeições

Para Miriam, aderir ao Programa de Emagrecimento na Menopausa, de 3 meses, proposto pela nutricionista Thais Dias, surtiu efeito em seu bem-estar e na estética. “O ajuste na alimentação foi certeiro. Perdi quatro quilos em um mês, pois havia inchado após a menopausa”, diz. Orientada pela nutricionista, Miriam aumentou o consumo de proteína, passou a fracionar mais as refeições e a consumir shots matinais anti-inflamatórios. “Tive acesso a um conjunto de informações importante, que me levou a ter mais saúde. Conheci receitas fáceis, incluí frutas e vegetais específicos nas refeições.”

A nutricionista Thais Dias defende que a mulher que está no climatério precisa ter uma estratégia diferente para emagrecer. Ela afirma que é possível perder peso, mesmo com o metabolismo mais lento, e que isso traz uma melhoria nos sintomas do climatério. “Há mudanças no corpo, mas com as escolhas corretas, os resultados aparecem. Não é preciso conviver com o excesso de gordura corporal”, garante. Segundo ela, nesta fase da vida há um aumento de 20% do percentual de gordura no corpo das mulheres - e a gordura tende a se acumular mais na região da cintura, a chamada “gordura visceral”, perigosa por aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

Uma das recomendações de Thais para mulheres no climatério é evitar alimentos industrializados (ultraprocessados), além do consumo excessivo de farinha de trigo, açúcar, leite, café e bebida alcoólica, considerados inflamatórios. Por outro lado, é positivo para a mulher no climatério aumentar o consumo de alimentos protéicos, para aumentar a saciedade, frutas e legumes de cor vermelha e roxa, que são antioxidantes, além de trocar os carboidratos refinados por aqueles que contém mais fibra como mandioca, inhame e aveia.

A nutricionista Simone Medeiros reforça a recomendação de evitar alimentos industrializados e farinhas refinadas. Ela recomenda caprichar no consumo de água, folhas, legumes, grãos de todos os tipos, azeite de oliva e peixes ricos em ômega 3. “Isso ajuda a desinflamar o corpo, assim como beber chás de camomila e dente-de-leão.” Ela também indica o consumo de alimentos com fitoestrógenos, compostos presentes nos vegetais com propriedades semelhantes ao estrogênio, como sementes de gergelim e de linhaça, que devem ser moídos na hora do consumo, de preferência. 

Há três anos, Simone começou a ter sintomas do climatério e resolveu se aprofundar no tema. “O início do meu climatério foi muito sofrido, foi um vulcão de sintomas físicos e emocionais em pouco tempo, com mudanças no corpo, na pele, nos cabelos, que me transformaram em seis meses. Procurei uns seis médicos na época e o que eu escutava sobre não me dava paz. Depois de muito estudar, concluí que tudo começa na alimentação. Faz diferença na menopausa consumir alimentos que ajudem a equilibrar a microbiota no intestino e a manter o fígado saudável”, comenta a nutricionista.

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Faz diferença na menopausa consumir alimentos que ajudem a equilibrar a microbiota no intestino e a manter o fígado saudável
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Simone Medeiros, nutricionista

Do ponto de vista comportamental e emocional, o desafio das mulheres no climatério é praticar o autocuidado, observa a nutricionista Simone. “As mulheres priorizam família, casa, profissão e isso prejudica esse cuidado com a alimentação”, diz. E, diante de desafios emocionais e uma rotina puxada, muitas mulheres recorrem aos doces, carboidratos e gorduras. “É necessário trabalhar o emocional junto com a alimentação, para ela se perceber e conseguir fazer a travessia.”

Expectativas irreais

Socialmente, muitas vezes a menopausa é encarada como um indicativo do “fim da vida”, já que a expectativa de vida era mais baixa há algumas décadas. “É preciso tirar esse peso das mulheres de que a menopausa deixa a pessoa sem brilho. Nossa cultura espera que as pessoas tenham menos atividades nessa fase da vida, mas, pelo contrário: ela deve se manter ativa para manter a saúde, aprender coisas novas, como idiomas, fazer cursos”, comenta Ivaldo da Silva, professor de Ginecologia e Endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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É preciso tirar esse peso das mulheres de que a menopausa deixa a pessoa sem brilho
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Ivaldo da Silva, ginecologista

Além disso, no Brasil, há uma grande cobrança sobre as mulheres de manter a aparência sempre jovem, em vez de valorizar a sua experiência. “Aqui há uma expectativa de manter um visual de 30 anos quando se tem 50 anos, mas não há como ter o mesmo corpo, a mesma pele. Na Europa, por exemplo, essa cobrança não é comum”, compara.

Em vez de se preocupar em atingir padrões estéticos irreais, as mulheres a partir dos 40 anos devem ser acompanhadas por um médico que tenha um olhar global para a sua saúde, recomenda o professor Silva. “Esse profissional irá verificar a condição óssea, solicitar exames, verificar a pressão, por exemplo, com o olhar de clínico geral. É um check-up importante para prevenir doenças silenciosas, promover mudanças no estilo de vida e envelhecer com saúde ”, diz.

Para melhorar os sintomas do climatério, Silva afirma que a terapia de reposição hormonal traz ótimos resultados, mas não é indicada para todas as mulheres. Para quem tem muito medo desse tratamento, ele explica: todo medicamento apresenta efeitos colaterais. “Médico e paciente devem ter uma conversa franca, discutindo riscos e benefícios”, diz. 

O que é a terapia de reposição hormonal?

A terapia de reposição hormonal ficou na berlinda em 2002, quando foram publicados os resultados de um grande estudo promovido pelo Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos, o Women's Health Iniciative (WHI). A pesquisa foi interrompida precocemente, ao constatar-se que o grupo que usava hormônios tinha maior risco de câncer de mama.

“Depois disso, muitos estudos foram feitos em cima dessa pesquisa e apontaram que há uma janela de oportunidade para realizar a terapia hormonal, em momento mais próximo da menopausa, antes dos 60 anos, o que contribui para benefícios cardiovasculares da terapia”, explica o ginecologista Marcelo Steiner, professor de Ginecologia Endócrina, Climatério e Planejamento Familiar da Faculdade de Medicina do ABC.

Steiner afirma que não há melhor tratamento para os sintomas do climatério que a reposição hormonal, mas é preciso avaliar caso a caso se a terapia é indicada - e para cada paciente, haverá uma prescrição. “Procuramos sempre dar a menor dose terapêutica que traz benefícios. A arte é fazer uma composição adequada para cada mulher, com variações de tipo de hormônio, dose e via de aplicação”, explica.

Segundo ele, a terapia pode trazer para a mulher no climatério melhorias na saúde óssea, no sono, nas dores articulares, na vida sexual, nos níveis de colesterol, na distribuição de gordura corpórea, além de diminuir o risco de problemas cardiovasculares, osteoporose, eventualmente, demências. “Não é uma indicação universal. Se a paciente não tem sintomas, não precisa fazer. O que eu sempre insisto é na importância de melhorar os hábitos, já que com a perda de estrogênio há riscos aumentados para doenças cardiovasculares e metabólicas.”

Há discussões sobre o risco de câncer de mama nas adeptas da terapia de reposição hormonal, diz Steiner. O ginecologista afirma que existe um aumento de risco, mas considerado pequeno. “Baseado no WHI, a incidência de câncer de mama na população abaixo de 60 anos que não faz terapia de reposição hormonal é de 30 casos entre 10 mil mulheres, por ano. O número sobe para 37 entre aquelas que fazem a reposição hormonal”, diz.

Segundo Steiner, o uso de medicamentos fitoterápicos é uma alternativa com menos riscos, mas com menos eficácia. “Não há comprovação científica, mas na observação clínica percebemos que muitas mulheres se beneficiam, por um período mais curto, de até um ano. Para as mulheres que não podem ou não querem fazer a terapia hormonal, é uma opção”, diz. 

A terapia de reposição hormonal tem contraindicação absoluta em mulheres que tiveram trombose ou câncer hormônio dependente, afirma a endocrinologista Mônica de Oliveira, vice-presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Ela explica que quando a mulher não tem útero não precisa receber progesterona, apenas estrógeno.

“Quando a paciente ainda tem útero, a progesterona é usada para antagonizar os efeitos do estrógeno no endométrio, que estimula as células endometriais. No passado, era feito o uso de estrógeno sem progesterona em pacientes com útero, o que levava a casos de câncer de endométrio”, diz.

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É difícil mudar a rotina. Mas é preciso aproveitar esse momento para ter um olhar carinhoso consigo mesma e cuidar de si
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Mônica de Oliveira, endocrinologista

Mônica explica que cada terapia será individualizada e reavaliada com frequência - e deverá vir acompanhada de bons hábitos de saúde, em busca do bem-estar da paciente. “É difícil mudar a rotina. Mas é preciso aproveitar esse momento para ter um olhar carinhoso consigo mesma e cuidar de si”, reforça. 

Mia Athayde, de 62 anos, teve sua menopausa aos 54 anos, com apresentação de fogachos, instabilidade no humor e outros sintomas, mas não fez a terapia de reposição hormonal. Ela conta que a sua ginecologista não recomendou, por conta de nódulos que tinha na tireóide, mamas e ovários. “Além disso, tenho um problema com algumas válvulas venosas que provoca inchaço nas pernas, que poderia ser agravado com os hormônios”, diz. 

Os sintomas a incomodaram por cerca de quatro anos, mas foram ficando mais leves e espaçados com o passar do tempo. Neste período, ela tomou alguns medicamentos fitoterápicos, deu mais atenção à alimentação, à hidratação e às atividades físicas. Para cuidar da vida sexual, buscou conversar bastante com o parceiro e caprichar no carinho e no bom humor.

“Tenho a sorte de ter um companheiro parceiro, uma boa ginecologista na retaguarda e amigas à minha volta, com quem conversava sem tabus. Esse apoio é muito importante nessa hora.” Foco nas coisas boas também ajuda superar as dificuldades, afirma Mia. “Eu sabia que era apenas uma fase e enfrentei os sintomas de forma positiva. Hoje, isso não é mais um incômodo na minha vida.” 

MUDANÇAS QUE FAZEM A DIFERENÇA

  • Hábitos: Procure melhorar os seus hábitos após os 40 anos, quando as oscilações hormonais costumam aparecer. Procure praticar exercícios diariamente.
  • Prevenção: Faça check-ups periódicos com um profissional que tenha um olhar global para toda a sua saúde. 
  • Alimentação: Dispense alimentos industrializados (ultraprocessados) e evite açúcar, bebidas alcoólicas e farinhas refinadas. Consuma alimentos antioxidantes, como frutas e legumes vermelhos e roxos, e anti-inflamatórios como curcuma, própolis e chá verde. 
  • Amenizando sintomas: Se tiver insônia, consuma alimentos com triptofano – como kiwi, banana e abacate. Antes de se deitar, largue as telas e abaixe a luz. Não jante tarde, nem consuma café à noite. Prefira chás relaxantes como de camomila, cidreira ou lavanda. Para amenizar os fogachos, evite alimentos termogênicos como gengibre, canela, e pimenta. O chá de folha de amora pode ajudar. 
  • Libido: Na vida sexual, tenha paciência para esperar a lubrificação. Se a secura vaginal atrapalhar, consulte o ginecologista.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA MENOPAUSA?

Confira alguns sintomas comuns do climatério, que podem começar até 10 anos antes da última menstruação. Mulheres com mais de 40 anos que apresentarem um ou mais desses sintomas devem procurar um médico para conversar sobre as possibilidades de tratamento e adaptação do estilo de vida.

  • Ondas de calor (fogachos)
  • Menstruação irregular 
  • Ansiedade
  • Depressão
  • Insônia e alterações no sono
  • Irritabilidade, oscilações de humor
  • Secura ou sensibilidade vaginal
  • Perda de libido
  • Dor de cabeça
  • Cansaço
  • Dores no corpo
  • Dores nas articulações
  • Alterações na textura da pele e do cabelo
  • Queda de cabelo
  • Unhas frágeis
  • Problemas de memória
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