Preço de remédios para hipertensão e diabete varia até 66,7%

Os remédios destinados ao controle de hipertensão e diabete estão entre os mais consumidos no País, segundo o Ministério da Saúde. No mercado, os consumidores devem pesquisar antes de comprar esse tipo de produto, pois há muita variação de preços. O Jornal da Tarde pesquisou cinco medicamentos em seis farmácias de grandes redes (além da Farmácia Popular, do governo federal), e encontrou oscilações de até 66,7%. A reportagem constatou que, para economizar, as melhores opções são a Farmalife e a Onofre. O preço do cloridrato de metformina, por exemplo, é R$ 6,51 na Drogasil. O mesmo produto custa R$ 4,23 na Onofre - cerca de 50% mais barato. Outro exemplo da diferença de preços é o caso do Atenolol. Na Farmalife, ele sai por R$ 13,45 - 66% mais barato do que na Drogasil, que cobra R$ 22,41 pelo item. As Farmácias Populares, mantidas pelo governo federal, são uma opção ainda mais barata. Nas unidades, os medicamentos são vendidos em menor quantidade (não é necessário adquirir uma caixa), custando até 90% menos. Para saber a loja mais próxima, basta ligar no 0800-611997. Quem preferir pode procurar pelos itens no programa Dose Certa, do governo estadual (disponível nos postos de saúde do Estado). Todos os 41 itens oferecidos pelo programa são gratuitos. A Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABC Farma) informou quinta-feira que o preço dos medicamentos deve sofrer reajuste anual em 31 de março, para entrar em vigor em abril. Enquanto a população precisa arcar com os altos preços dos remédios, está parado na Câmara do Deputados o Projeto de Lei 5.235, que permitiria a venda de medicamentos para hipertensão e diabete com descontos entre 50% e 90%. Ele foi enviado ao Congresso pelo governo federal em maio de 2005, em regime de urgência. Apesar disso, a última ação foi no dia 21 de junho do ano passado. Segundo a assessoria do relator, o deputado Benedito Dias (PP/AP), o "projeto foi apresentado a relatório" e está em tramitação até agora "porque o pessoal está em recesso". Com essa demora, milhões de pessoas deixam de ser beneficiadas. Segundo o Ministério da Saúde, 11% da população acima de 40 anos sofre de diabete e 35%, de hipertensão. Esses índices representam 5.431.000 e 16.836.293 de adultos, respectivamente.

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