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Prefeito de Curitiba volta a adotar medidas de restrição para tentar conter coronavírus

Greca postou em sua conta no Twitter que "excessos infelizmente cometidos por pessoas sem instinto de sobrevivência" fizeram crescer o número de infectados em Curitiba

Tânia Rabello, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2020 | 22h12

SÃO PAULO - O prefeito de Curitiba (PR), Rafael Greca (DEM), voltou a adotar medidas restritivas no município por causa do avanço do coronavírus. Por meio do decreto 774/2020, publicado hoje, suspendeu o funcionamento de várias atividades e restringiu o funcionamento de outras a partir desta segunda-feira (15).

Greca postou há pouco, em sua conta no Twitter, que "excessos infelizmente cometidos por pessoas sem instinto de sobrevivência, desrespeitosas com a Vida e a Saúde dos outros", fizeram crescer o número de infectados em Curitiba. "Era de 20 por dia durante 70 dias, pulou para 40 por dia em 15 dias e está em 60 por dia agora", escreveu na rede social.

As medidas, acrescenta Greca, foram tomadas "por ordem médica". No boletim divulgado neste sábado, Curitiba tem 1.777 casos confirmados de covid-19 e 78 óbitos.

No decreto publicado hoje pela Prefeitura de Curitiba, ficam suspensas, a partir desta segunda-feira, as atividades de academias de esportes, igrejas e templos religiosos, praças e parques públicos, atividades de entretenimento, como festas, teatro e atividades correlatas, bares e atividades correlatas, clubes sociais e esportivos.

Além disso, outras atividades funcionarão com restrição de horários, como o comércio de rua, shopping centers, galerias e centros comerciais, restaurantes e lanchonetes, escritórios em geral e lojas de material de construção.

Define, também, que hotéis e pousadas, call centers e telemarketing e drive in deverão operar com no máximo 50% de sua capacidade de operação. O decreto também suspendeu as seguintes atividades no município: cabeleireiros e afins, atividade de higiene de animais domésticos, serviços de alimentação de ambulantes, serviços imobiliários, feiras de artesanatos e outras atividades consideradas não essenciais.

De acordo com o decreto, "a flexibilização dessas medidas fica condicionada à melhoria dos indicadores epidemiológicos e da rede de atendimento da cidade".

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