DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Prefeitura de Birigui é investigada por ocultar mortes por dengue

Municípios escondeu ao menos quatro mortes, alegando risco de criar alarme na população; Câmara criou comissão para investigar

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

10 Outubro 2015 | 11h28

SOROCABA - Alegando o risco de criar alarme na população, a prefeitura de Birigui, na região noroeste do Estado de São Paulo, escondeu pelo menos quatro mortes causas pela dengue na cidade este ano. Oficialmente, até setembro, a Secretaria Municipal de Saúde havia informado apenas uma morte, ocorrida em março deste ano. A Câmara criou uma comissão de vereadores para investigar o caso. Secretários municipais estão sendo convocados a dar explicações.

A omissão no número de mortes se evidenciou em setembro, quando foi confirmada como dengue a causa da morte de um homem de 54 anos, ocorrida um mês antes. Na ocasião, a prefeitura divulgou que o total de óbitos na cidade, este ano, chegava a seis. A Secretaria de Saúde justificou que não queria causar alarme na população com a divulgação dos óbitos. A cidade registrou 4.428 casos de dengue e em abril deste ano, no auge da epidemia, a prefeitura decretou estado de calamidade pública.

Malária. Um homem de 62 anos morreu no Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas, com diagnóstico de malária. Ele era morador de Americana e, segundo a Vigilância Epidemiológica, contraiu a doença em viagem ao Congo, país africano. A morte ocorreu segunda-feira, mas a causa foi confirmada na sexta, 9. Segundo a Vigilância, não há risco de contaminação de outras pessoas porque o mosquito anopheles, transmissor da malária, não está presente na região.

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