Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Prefeitura inaugura na zona leste 2 primeiras tendas da dengue

Estruturas têm capacidade para atender 150 pessoas e funcionam de segunda a sábado; movimento foi baixo na primeira manhã

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

24 Fevereiro 2016 | 13h06

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo inaugurou na manhã desta quarta-feira, 24, duas tendas para atendimento a pessoas com suspeita de dengue na zona leste da capital. Uma foi montada junto à Unidade Básica de Saúde (UBS) Chabilândia, no Lajeado, e outra na UBS/AMA Cangaíba.

Com capacidade para atendimento de 150 pacientes, as estruturas funcionam das 8 horas às 18 horas, de segunda a sábado. A previsão da Prefeitura é instalar outras 12 tendas. 

Na tenda do Lajeado, a equipe é formada por dois enfermeiros, três administrativos e dois médicos clínicos. A tenda foi montada em parceria da Prefeitura com o Hospital Santa Marcelina. Segundo a coordenadora da tenda do Lajeado, Evelyn de Souza, a estrutura deve permanecer montada até 90 dias. Ela explicou que na estrutura é feita a contagem de plaquetas, e não o teste rápido. 

"A ideia da tenda é evitar que evolua para uma gravidade maior. Estamos aqui tratando os sintomas, fazendo hidratação e medicando os pacientes",  afirmou.

Movimento baixo. Cercada pelos três filhos pequenos, a porteira Juliana Bezerra, de 26 anos, aguardava o ônibus próximo da Unidade Básica de Saúde (UBS) Chabilândia, em Lajeado, zona leste de São Paulo, de onde era possível avistar a primeira tenda de combate à dengue instalada neste ano pela Prefeitura. “Que é isso? Não sei para que serve.”

No primeiro dia de funcionamento das tendas de Lajeado e de Cangaíba, ambas na zona leste – região com mais casos de dengue na capital neste ano –, o movimento foi baixo e moradores, como o segurança Natanael Ribeiro, de 66 anos, reclamaram da falta de informação. “Ninguém está sabendo de nada”, disse. 

O estudante de webdesign Richard Bispo, de 17 anos, foi um dos primeiros a chegar à tenda de Lajeado, com dor de cabeça, náusea e “corpo cansado”. Fez o hemograma e foi hidratado com soro na veia. “É bom ter a tenda perto, fica mais fácil.”

Outra que reside perto de um equipamento é Maria Aparecida Ferreira, aposentada de 78 anos, de Cangaíba, que parou para pedir informações. “Quase não assisto à TV. Deve ser por isso que eu não sabia.” 

O supervisor técnico de saúde da Penha, Celso Monteiro, reconheceu que o movimento foi fraco, mas afirmou que já era previsto. “Os encaminhamentos ainda estão sendo feitos. Estamos antecipando a abertura das tendas”, explicou. 

Virada. O secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que a ação visa a evitar sobrecarga do sistema público de saúde. “Ainda estamos no período pré-epidemia, ou seja, é a hora de virar o jogo.”

A administração municipal não divulgou o balanço do primeiro dia de funcionamento. Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde detalhou apenas a “estratégia” de trabalho. “Os pacientes são acolhidos nas UBSs e triados. Recebem um cartão de acompanhamento, chamado ‘cartão-dengue’, e são direcionados para a tenda. Esse fluxo visa a assegurar o melhor atendimento.”

Serviço

Tenda na UBS Chabilândia

Estrada do Lajeado Velho, 392, Lajeado, São Paulo-SP

Tenda na UBS/AMA Cangaíba

Avenida Cangaíba, 3722, Cangaíba, São Paulo-SP

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