Divulgação/Prefeitura do Rio
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Prefeitura do Rio inaugura hospital de campanha do Riocentro sem data para receber pacientes

Unidade só começará a receber pacientes após hospital Ronaldo Gazolla chegar a 70% de ocupação

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2020 | 17h08

RIO - A prefeitura do Rio inaugurou nesta segunda-feira, 20, o maior hospital de campanha, para atender pacientes com a covid-19, no Riocentro, mas ainda não há data para o início do funcionamento. As obras da unidade, instalada no principal centro de convenções da capital fluminense, na zona oeste da cidade, foram dadas por concluídas no domingo, 19. Ainda faltam equipamentos, porém o hospital de campanha só começará a receber pacientes “quando a capacidade total do Hospital Ronaldo Gazolla chegar a 70% de ocupação”, informa uma nota da prefeitura.

O prefeito Marcelo Crivella visitou o hospital de campanha na manhã desta segunda-feira. Em entrevista à TV Globo, reconheceu que ainda falta contratar profissionais para trabalharem na nova unidade e um “equipamento ou outro”, disse que “95% já estão prontos”. Crivella previu ainda para esta semana a conclusão total do hospital.

“Para começar (a funcionar) vai depender do nível de infecção. Agora, com a máscara, a gente espera que caia um pouquinho”, afirmou o prefeito, se referindo ao decreto municipal que tornará obrigatório o uso de máscaras faciais não profissionais, em todo o Rio, a partir de quinta-feira, 23.

Segundo a nota da prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde já abriu 313 leitos exclusivamente para tratar covid-19 em unidades de sua rede, incluindo 109 leitos de UTI. Somente no Hospital Ronaldo Gazolla, unidade de referência para o controle da pandemia, já foram abertos 186 leitos (65 de UTI), mas a meta é chegar a 381 leitos exclusivos (201 de UTI). São esses novos leitos na unidade de referência que precisam ser ocupados antes de o hospital de campanha do Riocentro começar a funcionar.

“A ampliação dos leitos está sendo realizada gradualmente e será concluída com a chegada, prevista para os próximos dez dias, de novos respiradores e monitores, comprados pela Prefeitura do Rio antes da pandemia para reequipar os hospitais da cidade. Cem dos respiradores serão instalados no hospital de campanha, no Riocentro”, diz a nota da prefeitura.

Os equipamentos só deverão chegar na próxima semana, mas já começou a contratação de “pessoal para o trabalho no local, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes de apoio”, segundo a prefeitura. A nota ainda informa que um avião da Força Área Brasileira sairá da China na próxima segunda, 27, com nova leva de equipamentos e materiais para o hospital de campanha do Riocentro. A previsão de chegada, segundo a prefeitura, é entre os dias 29 e 30.

Pelos dados oficiais, o hospital de campanha do Riocentro ocupa 16,5 mil metros quadrados, com 13 mil metros quadrados de área construída. São 500 leitos, incluindo 100 de UTI – 15 leitos de UTI terão recursos para hemodiálise. A unidade provisória terá ainda centro cirúrgico de 500 metros quadrados, com aparelhos de autoclave e termodesinfectador, e três salas para procedimentos, além de um centro de imagens com tomógrafo e raio-x digital.

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