Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Prefeitura estuda criar hospitais de campanha em Paraisópolis e Heliópolis

Objetivo seria atender demanda de pacientes com coronavírus diagnosticados na região. Estruturas semelhantes já funcionam no Pacaembu e no Anhembi e deverá ser levada também ao Ibirapuera

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2020 | 18h27

A Prefeitura de São Paulo informou nesta terça-feira, 14, que estuda transformar os Centros Educacional Unificado (CEUs) de Paraisópolis e Heliópolis, na zona sul, e outras duas escolas municipais da região em hospitais de campanha para atendimento a pacientes com coronavírus. O objetivo, segundo informou a gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB), é atender a demanda de pacientes da região. 

A administração municipal informou em nota que o hospital teria capacidade para atender pacientes de alta, baixa e média complexidade, com 320 leitos. A medida foi citada entre as providências adotadas pela Prefeitura para assistir as comunidades mais vulneráveis em tempos de pandemia de coronavírus. Hospitais de campanha já funcionam atualmente no Estádio do Pacaembu, na zona oeste, e no complexo do Anhembi, na zona norte. Além desses, o governo do Estado anunciou que erguerá um hospital de campanha no Complexo do Ibirapuera, na zona sul. 

A Prefeitura acrescentou que a Secretaria de Saúde promove diversas ações para garantir o atendimento e informação às comunidades, como a atuação de agentes comunitários, equipes multidisciplinares, vacinação contra H1N1 e uso de ferramentas de comunicação para estimular o isolamento social e os cuidados com a higiene. 

A gestão municipal informou também que realizou mapeamento de todas as comunidades da cidade com o objetivo de direcionar doações de alimentos e kits de higiene e citou a distribuição de cestas básicas em Heliópolis, na zona sul. Outra medida é a instalação prevista de 100 pias em “pontos estratégicos das comunidades e ocupações mais vulneráveis e sem o mínimo de infraestrutura urbana”. 

O Estado mostrou que as comunidades estão se organizando para tentar frear a propagação do vírus em um contexto de precariedade estrutural. Mas com moradias precárias e uma vulnerabilidade econômica acentuada, as medidas de distanciamento enfrentam particular dificuldade de serem implementadas efetivamente. Na semana passada, enquanto os casos se multiplicavam, o comércio retomava aos poucos as atividades

O governo do Estado disse que vem adotando medidas para proteger a população mais vulnerável e diminuir efeitos sociais causados pela crise do coronavírus. A gestão do governador João Doria (PSDB) citou que a Sabesp suspendeu a cobrança da tarifa social de água para 506 mil famílias carentes e está fornecendo caixas d’água para mais de 3,5 mil famílias de baixa renda. Estão sendo entregues 1 milhão de cestas básicas a pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social, apontou a administração estadual. 

A rede Bom Prato ampliou o seu atendimento para 1,2 milhões refeições por mês, com oferta diária de café da manhã, almoço e jantar, além de distribuição em embalagens descartáveis, lembrou o governo. "Além disso, 732 mil alunos da rede estadual que vivem em situação de extrema pobreza vão receber R$ 55 por mês para compra de alimentos e 113 mil estudantes em situação mais vulnerável vão receber o subsídio dobrado por dois meses, somando R$ 110 por aluno", destacou.

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