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Prefeitura faz força-tarefa para higienizar 75 pontos próximos a hospitais de São Paulo

Mais de 700 agentes foram designados para operação que começou na manhã deste domingo, 22, e deve se expandir para pontos comerciais, trens e metrôs

Paula Felix e João Ker, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2020 | 13h28

Correções: 22/03/2020 | 19h38

A Prefeitura de São Paulo deslocou mais de 700 agentes para higienizar com desinfetante antibactericida as ruas e vias de 75 pontos próximos a hospitais da capital. A ação de combate ao novo coronavírus foi coordenada pela Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (AMLURB) em parceria com consórcios de varrição e coleta, e teve início na manhã deste domingo, 22. 

Em comunicado oficial, a Prefeitura afirma que ainda serão contratadas outras 55 equipes extras com 715 agentes. A higienização é feita através de lavagem, pulverização de água, sabão e água sanitária nos pontos de ônibus e bancos próximos dos endereços. A previsão é de expandir a operação para entornos de comércios, estações de trem e metrô na próxima semana. 

O plano de contingência de resíduos sólidos na capital engloba ainda medidas de conscientização e a entrega de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como uniformes, luvas, protetor auricular, bota de couro ou borracha, avental e viseira para profissionais que atuam em áreas de aglomeração. Secretário municipal das Subprefeituras, Alexandre Modonezi diz que as ações serão adotadas de acordo com o avanço da doença na cidade. 

Para os próximos sete dias, será feita ainda a distribuição de EPIs para servidores que trabalham em regiões como a cracolândia e o Parque Dom Pedro. Funcionários da varrição também vão colocar o lixo recolhido em duas sacolas. "Na reciclagem, algumas etapas eram manuais, mas as usinas são automatizadas. Estamos tirando o estágio feito por pessoas, mas isso não implica que os catadores vão ficar sem a remuneração."

Segundo Modonezi, o plano prevê também medidas adicionais para cenários mais críticos. "Caso a situação venha a piorar e tenha aumento dos resíduos em hospitais, estamos planejando o que será feito. Espero que não aconteça, mas podemos atrasar a coleta em até três horas. Hospitais (de campanha) estão sendo montados no Pacaembu e no Anhembi. Podemos remanejar mão de obra de algumas partes da cidade para trabalhar lá, mas sem deixar de fazer a coleta para evitar outras doenças, como a dengue. Tudo isso está sendo feito para salvar vidas."

Correções
22/03/2020 | 19h38

Diferentemente do que foi publicado, os ecopontos não serão fechados.

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