Prefeitura implanta programa para ajudar médicos em consultas

Sistema de teleconferência permite que profissionais de São Paulo que atuam na área tirem dúvidas e troquem informações

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2014 | 15h53

SÃO PAULO - A Prefeitura lançou nesta terça-feira, 30, um programa para implantação de um sistema de teleconferências nas unidades municipais de saúde, que permite aos profissionais que atuam na área tirar dúvidas e trocar informações durante consultas. O objetivo do programa, chamado Telessaúde São Paulo Redes, é melhorar a qualidade do atendimento em atenção básica no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Entre os benefícios previstos está a facilidade para obter uma segunda opinião clínica e até mesmo evitar que pacientes realizem consultas ou exames desnecessários. "Um clínico geral pode acionar um especialista para dar uma resposta imediata ao paciente. Então, você poupa uma consulta", afirmou o prefeito Fernando Haddad no evento de lançamento da iniciativa.

Programas semelhantes também existem em outros estados, como Amazonas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. "Onde o Telessaúde já funciona, se economiza um em cada dois encaminhamentos possíveis. Imagina você cortar 50% dos encaminhamentos em função de uma troca de informações", disse Haddad. Em São Paulo, o programa vai custar cerca de R$ 3,8 milhões com implantação e equipamentos - cerca de 92% dos recursos vêm do Ministério da Saúde.

Até outubro de 2015, a Prefeitura pretende implantar o sistema em cem pontos da cidade, distribuídos entre hospitais municipais, prontos-socorros, Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Supervisões de Vigilância em Saúde (Suvis). A expectativa da gestão Haddad é que 340 unidades de saúde já estejam inseridas no programa dentro do prazo de dois anos. 

Também instaurada nesta terça, a Comissão Municipal de Telessaúde vai ser responsável por monitorar as diretrizes do programa. Formada por representantes de universidades e hospitais, a Comissão é presidida pela primeira-dama Ana Estela Haddad.

Como funciona. Os profissionais que estejam em um dos pontos de Telessaúde podem solicitar ao Núcleo Técnico-Científico do programa uma série de serviços: consultoria, diagnóstico, segunda opinião e até aulas e cursos. Com ajuda de outros médicos e de integrantes de universidades, o Núcleo elabora uma resposta em até 72 horas. Em casos de urgência, será possível solicitar um canal online para fazer a consultoria em tempo real.

O programa vai cobrir todas as áreas da medicina, afirma a Secretaria Municipal de Saúde. A Prefeitura estima que haja maior demanda em cardiologia, pneumonologia, neurologia, psiquiatria, pediatria e endocrinologia. Em prontos-socorros, hospitais e UPA, o serviço será 24 horas por dia. Nos demais pontos, o sistema não funcionará enquanto o equipamento estiver fechado.

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