Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Prefeitura vai desativar parte do hospital de campanha do Anhembi a partir de agosto

Prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou a medida em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 16

Paloma Cotes e Marina Aragão, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2020 | 11h29

A Prefeitura de São Paulo vai desativar parte dos leitos do hospital de campanha do Anhembi a partir do dia 1º de agosto. O anúncio foi feito pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 16. De acordo com Covas, o hospital atualmente tem 807 leitos de enfermaria, 64 de estabilização e outros 929 de contingência, com capacidade para 1,8 mil atendimentos.

"Com a estabilização da doença e dos números positivos, a gente tem a tranquilidade de anunciar que nós teremos uma ala fechada já a partir do dia 1º de agosto. Vamos reduzir a área de 871 leitos e vamos passar a usar 310 leitos. Serão menos 561 leitos, o que vai gerar economia mensal de R$ 19 milhões", disse Covas. O gasto mensal atual da unidade, atualmente, é de R$ 28 milhões, de acordo com o prefeito.

A prefeitura afirma que, na mesma data, serão abertos leitos em outros dois hospitais. No hospital da Brasilândia, serão abertos mais 132 leitos de enfermaria permanentes e dois terços dos funcionários do Anhembi serão reaproveitados nessa unidade. Profissionais de Saúde que estão trabalhando no hospital de campanha serão deslocados para essa unidade.

No hospital Sorocabana, também em 1º de agosto, serão abertos 36 novos leitos de enfermaria. E há previsão de mais 24 a partir do dia 15 de agosto. Com isso, a unidade terá 60 leitos no total. 

A Prefeitura prevê que esses dois hospitais devem gerar um gasto de custeio mensal de R$ 7,7 milhões.

Ainda segundo a prefeitura, desde junho a taxa de ocupação de leitos de UTI e também de enfermaria na cidade está abaixo de 60%. A taxa média de ocupação dos últimos 10 dias em UTI é de 54,7% e de 44% em leitos de enfermaria, de acordo com Covas.

No combate à doença, a Prefeitura ampliou na cidade o número de leitos. "Acrescentamos 1.340 leitos de UTI aos 507 que tínhamos na cidade de São Paulo", disse o prefeito. 

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