Prefeituras vão criar mais de 6 mil leitos para tratamento de usuários de drogas

Pacote do ministério prevê a liberação de R$ 140 milhões; combate ao crack é o foco do programa

Agência Brasil

20 Setembro 2010 | 20h58

BRASÍLIA - Foram lançados nesta segunda-feira, 20, editais para que as prefeituras do País criem 6.120 leitos na rede pública de saúde para tratamento de usuários de crack e outras drogas.

O pacote prevê a liberação de mais de R$ 140 milhões, provenientes do Ministério da Saúde e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. A iniciativa faz parte do Plano de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, lançado em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os municípios devem procurar o ministério para a abertura dos leitos. O chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, ministro Jorge Armando Félix, explicou que, com a publicação dos editais no Diário Oficial da União, as prefeituras poderão iniciar os processos licitatórios para oferecer os leitos.

"Dentro do que está previsto nos editais, as prefeituras vão se habilitar para receber os recursos para contratar os leitos. Os recursos já estão disponíveis", informou Félix.

Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o governo federal arcará com o custo das internações. “Toda essa política pressupõe que o financiamento das internações nos novos leitos será feito pelo ministério e repassado aos municípios”, garantiu Temporão após a cerimônia de anúncio, no Palácio do Planalto.

Do total de leitos, 2.500 serão oferecidos em hospitais gerais para tratamento de intoxicação aguda e abstinência, e 2.500 serão instalados em comunidades terapêuticas, que acolhem usuários sem quadro clínico complicado. A previsão é implantar mais 600 leitos nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps), que funcionam 24 horas. O restante (520 leitos) será para abrigar, por até 40 dias, usuários que vivem nas ruas.

O programa também prevê a instalação de 225 núcleos de atendimento à saúde da família em cidades com até 20 mil habitantes e a capacitação de profissionais da área médica.

Após a cerimônia, Temporão reafirmou que a Casa Civil não intermediou a compra do remédio Tamiflu, usado no tratamento da influenza A (H1N1), em resposta à denúncia de propina na compra, publicada pela revista Veja. “Todo o processo foi conduzido pelo ministério e pelo laboratório Roche [fabricante do medicamento], sem nenhuma participação de terceiros”, disse o ministro aos jornalistas. Temporão acrescentou que a Polícia Federal está apurando o caso.

Mais conteúdo sobre:
crack drogas Ministério da Saúde

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.