Prêmio Nobel de 2008 critica gestão do surto da E.coli pela Alemanha

Para Luc Montagnier, um responsáveis pela descoberta do vírus da aids, resposta alemã ao surto denota 'falta de coordenação' das autoridades do país

Efe

09 Junho 2011 | 10h02

PARIS - A gestão do surto da E. coli na Alemanha e suas consequências para a saúde denotam uma "falta de coordenação" das autoridades do país, disse nesta quinta-feira, 9, o prêmio Nobel de 2008 Luc Montagnier, um responsáveis pela descoberta do vírus da aids.

 

Veja também:

som UE reconhece que sistema de alerta para alimentos perigosos não funciona

forum Especialista: 'Ainda não se sabe por que essa cepa prefere adultos jovens'

videoSaiba como se prevenir contra a bactéria E. coli

especialSaiba mais sobre causas e prevenção da infecção intestinal na Alemanha

 

"Eu não sei se o que há é uma falta de coordenação. É um Estado federal e cada estado faz o que quer, essa é a impressão que tenho", declarou o virologista francês. "Para os problemas comuns, como a radioatividade, as doenças infecciosas e epidemias, tem que haver uma coordenação", ressaltou o especialista, que considerou que a situação "não está clara".

 

"Não tenho muita informação, mas o que é raro é que pensassem em uma origem única, procedente de verduras compradas. Mas depois falam de mil pessoas contaminadas e estou certo de que todas não foram ao mesmo lugar", acrescentou. Primeiramente, o surto foi relacionado a pepinos de origem espanhola e, posteriormente, a grãos germinados.

 

"O que penso é que houve uma transmissão entre pessoas e isso pode ser controlado com métodos de higiene, já que é evidente que (o surto) procede de matéria fecal", afirmou. "Outra hipótese é a de uma atividade como o bioterrorismo", disse Montagnier em seu escritório na sede da Unesco na capital francesa.

 

Ele acrescentou que está surpreso "com a reação na Alemanha" e que "é preciso pensar que as doenças e os agentes de infecção das doenças evoluem do mesmo modo que também sobre eles".

 

Mais conteúdo sobre:
bactéria e.coli europa alemanha

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.