Divulgação/ICMBio
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Presidente do ICMBio diz que foi curado de coronavírus com hidroxicloroquina

Homero de Giorge Cerqueira afirma que usou o medicamente no combate à covid-19

André Borges, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2020 | 19h07

Em vídeo divulgado entre servidores do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), o presidente do órgão, Homero de Giorge Cerqueira, disse que foi curado do novo coronavírus ao ser medicado com hidroxicloroquina e azitromicina, remédios que são defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro como a principal resposta para o enfrentamento da doença.

“Fui medicado com hidroxicloroquina e azitromicina por médicos especialistas, mas seguindo as explicações de nosso presidente da República, pelas redes sociais, é lógico”, disse Cerqueira. “Esses medicamentos deram certo para mim. Hoje estou curado e pronto para voltar ao trabalho.”

O uso da hidroxicloroquina e da cloroquina continuam a ser testados em pacientes que contraíram o vírus, mas apenas em casos considerados mais graves. Na semana passada, o Ministério da Saúde autorizou que médicos analisem a situação de cada pessoa e, a partir de um diagnóstico, decidam se querem fazer uso da substância.

Inúmeros estudos realizados dentro e fora do Brasil alertam para problemas na utilização desses remédios, principalmente por causa de seus efeitos colaterais, como arritmia cardíaca.  

“Foram dias difíceis, após o resultado da covid-19. Além de mim, toda a minha família fora infectada. Além da covid-19, tive pneumonia viral”, disse Cerqueira, no vídeo. “Gratidão é a palavra desse dia, muita gratidão a Deus, à pátria amada, à minha família, aos amigos e amigas e aos queridos servidores do ICMBio pelas inúmeras mensagens. Agradeço também ao ministro (do Meio Ambiente) Ricardo Salles pelo carinho.”

O presidente do Chico Mendes criticou a reportagem do Estado sobre a sua contaminação pela covid-19, publicada no dia 8 de abril. Cerqueira disse que a divulgação foi feita de “de forma maldosa e sem um mínimo de humanidade”.

O Estado procurou a assessoria de comunicação do ICMBio, naquela ocasião e antes da publicação, para saber qual era o estado de saúde do presidente do órgão. Não houve nenhuma resposta pelo Chico Mendes. Por ordem do ministro Ricardo Salles, órgãos como ICMBio e Ibama não podem mais se manifestar e toda a comunicação foi centralizada no ministério. O MMA também não se manifestou.

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