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Presidente sul-africano faz teste de aids para promover campanha

Acusado de imprudente, Jacob Zuma se submeteu ao teste para comprovar que não tem a doença

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08 Abril 2010 | 15h17

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, acusado reiteradamente de ser um mau exemplo na prevenção à aids, fez nesta quinta-feira, 8, um teste para comprovar que não tem a doença e promover uma nova campanha no país, o com mais casos de HIV no mundo.

 

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A campanha, em que está prevista a análise de 15 milhões de pessoas, quase um terço da população sul-africana, deveria começar em 15 de abril, depois de aplicadas novas medidas preventivas, mas foi atrasada indefinidamente enquanto são feitos estudos no Brasil e nos Estados Unidos.

 

Os números da ONU apontam que 19% dos adultos da África do Sul, cerca de seis milhões de pessoas, são portadores do HIV ou já devolveram a aids.

 

Segundo um comunicado da Presidência, enquanto eram tomadas as mostras para o teste, Zuma assinalou que tinha decidido fazer o exame hoje para encorajar todos os sul-africanos a fazer o mesmo.

 

No ano passado, Zuma, de 68 anos, que é polígamo, teve um filho fora do casamento com a filha do presidente do comitê organizador local da Copa do Mundo de 2010, seu amigo Irvin Khoza.

 

Após saber do nascimento da criança, foi aberta uma polêmica em que partidos, organizações sociais e até sindicatos acusaram Zuma de ser um mau exemplo na prevenção da aids, ao não ter utilizado preservativo.

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