Prevenção é nova prioridade contra a aids

A área de tecnologias preventivas - que vai dos microbicidas até uma vacina contra o vírus HIV - é uma das que mais recebem atenção na 16ª Conferência Internacional sobre Aids, que acontece em Toronto, Canadá. "Há um crescente sentimento de que precisamos de uma grande descoberta na área das tecnologias preventivas", afirmou ontem o enviado especial da Organização das Nações Unidas para a aids na África, Stephen Lewis. Seth Berkley, presidente da Iniciativa Internacional para a Vacina contra a Aids (Iavi), que trabalha desde 1996 para desenvolver uma vacina contra a doença, se mostrou otimista diante do andamento das pesquisas. "Como campo de pesquisa, não há dúvida alguma de que estamos progredindo, estamos gastando mais dinheiro e há vacinas promissoras em testes clínicos", disse. A Iavi calcula que uma vacina de eficácia modesta poderia diminuir o número de novas infecções em um terço durante uma década. Porém, as dificuldades encontradas no desenvolvimento da vacina desviam a atenção a curto e médio prazos para outros tipos de tecnologias preventivas, como microbicidas e remédios orais. Os microbicidas podem ser tanto cremes como géis, que são utilizados para bloquear a ação do HIV e prevenir a infecção. Atualmente há 16 substâncias sendo avaliados clinicamente, sendo que cinco estão em fase avançada de testes. Déficit de Médicos - A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o déficit de quatro milhões de médicos e enfermeiras nos países mais atingidos pela aids. Segundo a agência, esse déficit existe por duas razões principais: a migração desses profissionais para países onde poderão ganhar melhores salários e a própria contaminação de médicos e enfermeiras pelo vírus HIV. No total, 57 países enfrentam uma situação crítica diante da falta de profissionais de saúde. A maioria deles pertence ao continente africano, onde estão 64% das pessoas no mundo contaminadas pela aids, mas apenas 3% dos médicos do planeta.

Agencia Estado,

16 de agosto de 2006 | 11h07

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