José Luís da Conceição/Estadão
José Luís da Conceição/Estadão

Primeira morte por febre amarela em 2018 é confirmada no Rio de Janeiro

O homem era morador de Teresópolis, na região serrana; um outro caso da doença foi registrado em Valença

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2018 | 15h38

RIO - O primeiro caso de morte por febre amarela este ano no Rio de Janeiro foi registrado em 7 de janeiro e confirmado nesta sexta, 12, na área rural de Teresópolis, na Região Serrana. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, um outro caso da doença foi confirmado em Valença, no Sul Fluminense. Outros três casos suspeitos da doença na região ainda estão sendo analisados pela Fiocruz.

Os dois municípios não estão incluídos entre os 15 que serão alvo da campanha de vacinação anunciada esta semana pelo Ministério da Saúde. Na campanha, que terá início em fevereiro, serão usadas doses fracionadas do imunizante. Elas oferecem proteção por apenas oito anos e não são válidas para viagens ao exterior.

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"Estes dois municípios, Teresópolis e Valença, no entanto, faziam parte do nosso plano estratégico de antecipar o avanço do vírus", explicou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe. "Por isso, a cobertura vacinal desses municípios está em 82%."

Em nota, a secretaria informou que já disponibilizou doses para vacinar 100% da população das duas cidades. Recomendou também às prefeituras que intensifiquem a imunização sobretudo nas áreas de floresta.

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Os casos registrados até agora são de febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes nas regiões de mata. Desde 1942, não há registro da forma urbana da doença, que é transmitida pelo Aedes aegypti.

"Até agora, todos os casos são de febre amarela silvestre, ou seja de pessoas que se contaminaram nas áreas rurais", explicou Chieppe. "Isso é menos pior porque as cidades reúnem muito mais gente."

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Em Teresópolis, a morte de oito macacos já havia alertado a vigilância epidemiológica para o risco da disseminação do vírus da febre amarela. Por isso, desde o ano passado, a secretaria "adota medidas preventivas e, antes mesmo de registrar os primeiros casos no Estado, iniciou a criação de cinturões de bloqueio, recomendando a vacinação contra a febre amarela principalmente em municípios da divisa com Espírito Santo e Minas Gerais (áreas de risco da doença). 

Desde julho do ano passado, todos os 92 municípios do Estado já estão incluídos na área de recomendação da vacina. O governo informou ainda que a subsecretaria de Vigilância em Saúde vem realizando mensalmente reuniões com os secretários de saúde dos 92 municípios do estado para acompanhar a cobertura da vacina e eventuais casos da doença.

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