Carlos Garcia Rawlins/REUTERS
Carlos Garcia Rawlins/REUTERS

Primeiro-ministro chinês visita Wuhan, epicentro do surto de coronavírus

País aumentou período de férias do ano-novo lunar até o dia 2 de fevereiro para conter avanço das infecções

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2020 | 02h54

WUHAN - O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, visitou Wuhan nesta segunda-feira, 27. A cidade, que fica na região central do país, é o epicentro do surto de coronavírus que já infectou mais de 2.700 pessoas, informou o governo. É a primeira visita de um líder do governo à cidade desde o início dos casos.

Como medida para conter o avanço do vírus, o governo da China anunciou que estenderá até o dia 2 de fevereiro as férias do ano-novo lunar, cuja conclusão estava prevista para o dia 30. A ideia é evitar mais contágios em meio ao surto que já infectou ao menos 2.744 pessoas e deixou 80 mortos.

"A medida foi tomada para, efetivamente, reduzir as concentrações de pessoas, bloquear a propagação da epidemia e garantir a segurança e a saúde dos chineses", disse o Escritório Geral do Conselho de Estado (o governo chinês) em declaração reproduzida pela agência de notícias estatal.

Universidades, colégios e creches em todo o país "adiarão a abertura do semestre de primavera até um novo aviso", especifica o texto. 

Além disso, autoridades detalharam que os trabalhadores que não puderam tirar férias devido às medidas de prevenção e controle do surto poderão fazê-lo em data posterior. 

A Comissão Nacional de Saúde da China relatou que, entre os 2.744 casos confirmados do coronavírus inicialmente registrado em Wuhan, 80 pessoas morreram e 461 pacientes permanecem em estado grave.

Os sintomas do novo coronavírus, provisoriamente chamado de 2019-nCoV pela Organização Mundial da Saúde (OMS), são em muitos casos semelhantes aos de um resfriado, mas podem ser acompanhados de febre e fadiga, tosse seca e dificuldade para respirar. /EFE E AFP

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