AP Photo/Kathy Young
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Primeiro remédio derivado da maconha é aprovado nos EUA

Epidiolex será usado para tratar dois tipos raros mas severos de epilepsia infantil

O Estado de S.Paulo

25 Junho 2018 | 17h55
Atualizado 25 Junho 2018 | 20h37

As autoridades americanas aprovaram nesta segunda-feira, 25, o primeiro medicamento derivado da maconha para a venda no país. O Epidiolex será usado para tratar dois tipos raros mas severos de epilepsia infantil.

O medicamento usa canabidiol purificado, o CBD, que é um dos mais de 80 componentes ativos da planta Cannabis. “Este é um importante avanço médico”, anunciou Scott Gottlieb, da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês). “Mas também é importante notar que esta não é uma aprovação da maconha ou de todos os seus componentes. É a aprovação de um medicamento específico de CBD para um uso específico”, acrescentou.

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O medicamento foi aprovado para ser usado contra a Síndrome Lennox-Gastaut e a Síndrome Dravet em pacientes de 2 ou mais anos. A Agencia Europeia de Medicamentos atualmente revisa o uso do Epidiolex para tratar esses casos e uma decisão está prevista para o próximo ano. A efetividade foi estudada em três testes aleatórios que envolveram 516 pacientes com uma das síndromes, a fim de comparar o uso do medicamento com o de um placebo.

Antes que o remédio possa ser comercializado, a FDA deve reclassificar o CBD, considerada uma droga com alto risco de abuso e sem valor médico porque deriva da maconha. Espera-se que este procedimento seja realizado em 90 dias, segundo a GW Pharmaceuticals, que comercializará o remédio por meio de sua subsidiária, a Greenwich Biosciences.

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A Agencia Europeia de Medicamentos atualmente revisa o uso do Epidiolex para tratar convulsões vinculadas às síndromes LGS e Dravet e uma decisão está prevista para o próximo ano.

A efetividade do Epidiolex foi estudada em três testes aleatórios que envolveram 516 pacientes com uma das síndromes, a fim de comparar o uso do medicamento com o de um placebo.

Brasil. Em 2017, a Cannabis foi incluída na lista de plantas medicinais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que abriu caminho para que a planta possa integrar a farmacopeia brasileira, publicação que detalha como sua fabricação deve ser feita, e para que fabricantes peçam registro de medicamentos. Em julho, a Anvisa deve iniciar o debate sobre a regulamentação do plantio da maconha para fins de pesquisa ou para fabricação de remédio.

Esclerose. Em janeiro do ano passado, a Anvisa aprovou o primeiro medicamento com substâncias derivadas da maconha. Registrado como Mevatyl, é indicado para o controle de sintomas da esclerose múltipla em pacientes que não respondem a outros tratamentos. Também já é permitido importar produtos à base de canabidiol, em associação com outros canabinoides. /AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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