Probióticos protegem enfermos da pneumonia, diz estudo

Lactobacilos ajudam a combater doença em quem respira com ajuda de aparelho.

Da BBC Brasil, BBC

06 de novembro de 2008 | 09h48

Uma pesquisa sueca afirmou que probióticos podem proteger pacientes em estados clínicos graves da pneumonia.Segundo o estudo do Hospital da Universidade de Lund, Suécia, as bactérias benéficas à saúde podem impedir que micróbios perigosos colonizem as vias respiratórias de pacientes gravemente doentes e que respiram com a ajuda de aparelhos.A solução probiótica teve o mesmo bom desempenho que os antissépticos normais, usados para prevenir a contaminação por bactérias causadoras de pneumonia.E, por serem mais naturais, os probióticos apresentaram menos efeitos colaterais.As bactérias probióticas Lactobacillus plantarum 299 são normalmente encontradas na saliva e produtos fermentados.AlergiasA pneumonia é um problema comum em pacientes que precisam da ajuda de aparelhos para respirar. Ela ocorre quando bactérias prejudiciais presentes na boca, garganta ou tubo respiratório são inaladas pelo pulmão.Esfregar o antisséptico clorexidina na boca dos pacientes é a recomendação mais comum para reduzir o risco deste tipo de pneumonia em pacientes em estado grave e que precisam da ajuda de aparelhos para respirar.É raro, mas alguns pacientes são alérgicos à clorexidina. Também existe um risco pequeno de a bactéria causadora de pneumonia desenvolver resistência à clorexidina.A equipe de cientistas suecos liderada por Bengt Klarin comparou o tratamento com o probiótico e com a clorexidina em 50 pacientes em estado grave.Exames revelaram que os dois tratamentos podem ser eficazes na prevenção da proliferação de bactérias potencialmente prejudiciais na boca e garganta.E um probiótico que adere à boca por dentro poderá funcionar todo o tempo, ao contrário dos antissépticos, que perdem o efeito depois de algumas horas.Os cientistas suecos afirmam que ainda são necessárias mais pesquisas para investigar a possibilidade do uso do probiótico nestas ocasiões.O estudo sueco foi publicado na revista especializada Critical Care."É uma idéia plausível. Mas precisamos de testes maiores que se concentrem em resultados clínicos que provem que o tratamento é eficaz e barato", afirmou Bob Marsterton, diretor da Sociedade Britânica para Quimioterapia Antimicrobiana.Para Marsterton a clorexidina ainda é um tratamento altamente eficaz, barato e disponível.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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