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Problemas de sono dos bebês podem persistir ao longo dos anos, diz estudo

Para pesquisadores, crianças que sofrem na hora de dormir têm muito mais chances de conviver com as mesmas dificuldades quando estão mais crescidas

Reuters,

06 de janeiro de 2012 | 17h40

Os pais de primeira viagem que se preparem para esta notícia: os problemas de sono dos bebês podem não ser passageiros, mas persistirem ao longo dos anos, aponta um novo estudo, feito nos Estados Unidos e publicado pela revista 'Pediatrics'.

De acordo com o texto, crianças que apresentam problemas na hora de dormir têm muito mais chances de conviver com as mesmas dificuldades quando estão um pouco mais crescidas, diferentemente dos bebês que dormem bem.

Pesquisadores do Centro Médico Infantil de Cincinnati, em Ohio, descobriram que uma em cada 10 crianças menores de três anos de idade sofre com problemas de sono. Entre as principais queixas estão os pesadelos, a dificuldade em adormecer, o acordar do nada e a incapacidade de dormir na própria cama - situações já apontadas por outros estudos.

"Na maior parte das vezes, a mensagem é: 'Não se preocupe com Susie, isso é típico da idade e vai melhorar", diz o psicólogo infantil Kelly Byars, autor do estudo e defensor da tese de que essa mudança de comportamento nem sempre acontece.

Durante a pesquisa, mais de 250 mães foram entrevistadas sobre os comportamentos de seus filhos na hora de dormir quando eles tinham seis, 12, 24 e 36 meses de idade. De acordo com os dados compilados, se as crianças não tinham problemas de sono, elas não apresentaram nada depois.

No entanto, cerca de 21 a 35 crianças a cada 100, tinham tido dificuldades quando bebês e continuaram a sofrer na hora de dormir mesmo após alguns anos. Por outro lado, os pesquisadores também descobriram que os problemas passaram quando elas cresceram mais.

Quando as crianças eram menores de dois anos, os problemas mais comuns que foram relatados pelas mães incluía o 'cair' e o 'ficar adormecido'. Já aos três anos, as crianças tinham pesadelos e ficavam agitadas com maior frequência.

Geralmente, os distúrbios do sono são considerados clinicamente mais graves, por isso o psicólogo Kelly Byars alerta que essas dificuldades podem ter um impacto negativo sobre o humor das crianças, além de mexerem com a atenção na hora da aprendizagem e do desenvolvimento em geral. Isso sem mencionar o transtorno que causam ao sono dos pais.

"O sono precisa ser uma prioridade para toda a família", diz Byars, indicando a importância das horas de sono dentro de uma rotina a ser seguida.

 

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