Problemas no amor fazem mesmo mal para o coração

Análise de 9.000 voluntários indica que ter um casamento infeliz representa risco de saúde

Associated Press,

08 de outubro de 2007 | 17h10

Um casamento infeliz pode deixar as pessoas doentes. Literalmente. Conflitos matrimoniais e outras relações pessoais negativas podem elevar o risco de uma pessoa sofrer de doença cardíaca, informam cientistas nesta segunda-feira, 8. O fenômeno provavelmente se reduz a um efeito do estresse.   Em estudo realizado com 9.011 funcionários públicos britânicos, a maioria casada, os com os piores relacionamentos íntimos tiveram 34% mais chance de sofrer ataques cardíacos ao longo de 12 anos de acompanhamento, na comparação com os colegas que mantinham relacionamentos felizes. Esses relacionamentos incluíam amizades, família e cônjuges.   O estudo, publicado na edição desta segunda-feira do periódico  Archives of Internal Medicine, segue-se a levantamentos anteriores que já ligavam problemas de saúde ao fato de o paciente ser solteiro ou ter poucos amigos. O novo estudo focalizou a qualidade do casamento e de outras relações importantes.   "O que acrescentamos aqui é 'tudo bem, ser casado é, no geral, uma coisa boa, mas tome cuidado com o tipo de pessoa comq UEM você se casou'", disse o principal autor do trabalho,  Roberto De Vogli, do University College London.   De Vogli disse que sua equipe, agora, tenta determinar se os participantes do estudo com casamentos ruins mostram sinais biológicos de estresse, que incluiriam inflamações e nível elevado de hormônios relacionados.   Resultado diverso   Um estudo recente sobre o mesmo tema chegou a resultados um pouco diferentes, não chegando a mostrar uma relação entre a infelicidade conjugal e um aumento no risco cardíaco. Mas revelou, num acompanhamento de dez anos, que mulheres que se mantêm em silêncio durante brigas de casal tinham um risco maior de morrer que as esposas que expressam seus sentimentos.   O que parecia ter mais importância para os homens era o fato de estar casado: homens casados tinham menos chance de morrer no período de acompanhamento que homens solteiros. Esse estudo, envolvendo 4.000 pessoas de ambos os sexos, foi publicado em julho no periódico  Psychosomatic Medicine.   Pelo estudo de DeVogli, homens e mulheres com relacionamentos ruins enfrentam perigo igual. Voluntários preencheram questionários que pediam para que dessem notas, em vários quesitos, às pessoas com quem sentiam mais intimidade.   Ao longo dos 12 anos seguintes, 589 participantes tiveram ataques cardíacos ou outros problemas de saúde. Os que deram piores notas  no questionário tiveram o risco mais elevado, mesmo depois de o resultado ser ponderado para levar em conta outros fatores de risco, como hipertensão e obesidade.

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