GABRIELA BILO/ ESTADÃO
GABRIELA BILO/ ESTADÃO

Procura faz tenda da dengue fechar 3h antes

Instalação na Brasilândia teve de agendar para esta quarta-feira, 8, os pacientes que estavam na terça na fila; Prefeitura admite rediscutir serviço com o Einstein

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

08 Abril 2015 | 03h00

No segundo dia de funcionamento, a tenda instalada pela Prefeitura para atender pacientes com dengue na Brasilândia, zona norte da capital, teve nesta terça-feira, 7, atraso no início do expediente, longas filas e parou de receber pacientes três horas antes do previsto. Houve até cadastro para esta quarta-feira, 8.

Prevista para começar a funcionar às 8 horas, a tenda só começou a receber pacientes aproximadamente duas horas depois. O motivo foi o atraso do ônibus que levava os funcionários do Hospital Albert Einstein, parceiro da ação, conforme informou a Secretaria Municipal de Saúde em nota.

Passando mal desde domingo, o cabeleireiro Jair Fachi Fornari, de 41 anos, relatou que chegou ao local por volta das 9h30 e já pegou a ficha de número 307. “Enfrentei fila, tem muita gente vindo aqui. Começaram a atender às 10 horas. Às 15 horas, encerraram o atendimento.”

Morador da Vila Maria, na zona norte, o autônomo José de Carvalho, de 66 anos, elogiou o trabalho da equipe que está na tenda, mas disse que a quantidade de pacientes é muito grande para o número de funcionários. “O atendimento é de primeira, mas tem muita gente. Eu cheguei às 9 horas e 266 pessoas já estavam na minha frente. Só saí agora, às 17 horas.”

Com o grande volume de pacientes, apenas quem já estava dentro da estrutura foi atendido. Quem chegou depois, teve de preencher um cadastro para poder receber o atendimento hoje. “Estamos preenchendo a ficha, mas é para amanhã (quarta-feira). Não está atendendo mais”, explicava uma funcionária.

O assistente financeiro Adriano Vieira, de 20 anos, preencheu o cadastro com a irmã, a atendente Cássia Vieira, de 18. Os dois estão com sintomas de dengue há quatro dias.

“Eu vim aqui por causa da divulgação e porque disseram que o exame sai na hora, mas não conseguimos.” Cássia diz que já buscou uma unidade da Assistência Médica Ambulatorial (AMA), mas que tem encontrado dificuldade para receber atendimento. “Todos os hospitais estão lotados.”

A aposentada Isolina Santos, de 76 anos, também não conseguiu ser atendida na tenda e preencheu um cadastro. “Chegamos às 15 horas. Não achei que teria tanta gente e pensei que ela teria prioridade, por causa da idade. Mas sei que é o excesso de pessoas. Vamos voltar amanhã (hoje) às 9h30”, lamenta a filha da aposentada, a supervisora administrativa Roseli Santos, de 44 anos.

A tenda começou a funcionar nesta segunda-feira e tem capacidade para receber entre 150 e 200 pessoas por dia, além de contar com um laboratório para fazer um teste rápido de contagem de plaquetas.

Apoio. A Secretaria Municipal de Saúde informou, em nota, que a tenda montada na Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim Vista Alegre tem como objetivo dar apoio “somente para o tratamento contra a dengue”. Sobre o encerramento das atividades por volta das 15 horas, a pasta disse que recebeu no local pacientes que já tinham sido “atendidos em outras unidades, até estaduais e particulares” e eles foram orientados a repousar e fazer hidratação. 

A secretaria não comentou o preenchimento de fichas para o retorno no dia seguinte. Mas afirmou que está rediscutindo o fluxo de atendimento com o Hospital Albert Einstein.

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