Reuters/Dado Ruvic
Reuters/Dado Ruvic

Profissional de saúde sofre reação alérgica após receber vacina da Pfizer nos EUA

Dois trabalhadores no Reino Unido tiveram reações semelhantes, levando o governo a aconselhar o público a evitar tomar a vacina se eles tiverem um histórico de fortes alergias

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2020 | 22h07

Um profissional de saúde do Alasca, nos Estados Unidos, sofreu uma reação alérgica severa após receber a vacina contra a covid-19 da Pfizer-BioNTech e agora está hospitalizado, mas estável, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira (16).

O jornal The New York Times informou que o homem recebeu sua dose na terça-feira, enquanto a Pfizer confirmou que estava trabalhando com as autoridades locais para investigar o incidente.

"Ainda não temos todos os detalhes do relatório do Alasca sobre possíveis reações alérgicas graves, mas estamos trabalhando ativamente com as autoridades de saúde locais para avaliar" o caso, disse um porta-voz da Pfizer.

"Vamos monitorar de perto todos os relatórios que sugerem reações alérgicas graves após a vacinação e atualizaremos o texto do rótulo, se necessário", acrescentou.

Os voluntários que se apresentaram para o estudo clínico da Pfizer, um total de 44 mil pessoas, eram excluídos caso tivessem um histórico de reações alérgicas a vacinas ou a componentes do imunizante contra a covid-19.

No geral, os testes não encontraram problemas sérios de segurança, mas os reguladores e a empresa continuam a monitorar os casos adversos após a vacinação.

Dois trabalhadores de saúde no Reino Unido tiveram reações alérgicas semelhantes, levando o governo do país europeu a aconselhar o público a evitar tomar a vacina se eles tiverem um histórico de fortes alergias.

A agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA, a FDA, emitiu uma autorização de emergência para a vacina com a ressalva de que as pessoas que tiveram alergia a seus componentes devem evitá-la.

Os Estados Unidos começaram esta semana a aplicar a vacina em cerca de três milhões de pessoas e espera atingir um total de 20 milhões ainda no mês de dezembro se for aprovado outro imunizante, o desenvolvido pelo laboratório americano Moderna./ AFP

 

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