Programas de prevenção trazem benefícios aos planos de saúde

Empresas que desenvolvem essas ações perceberam redução no número de internações e outros atendimentos

Fabiana Cimieri, de O Estado de S. Paulo,

11 de novembro de 2008 | 18h11

Um levantamento divulgado nesta terça-feira, 11, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostra que a criação de programas de prevenção de doenças traz benefícios diretos às empresas de plano de saúde que os oferecem. A análise do questionário, respondido por 1.351 operadoras, mostra que aquelas que desenvolveram ações nesse sentido já perceberam uma redução no número de internações, custos assistenciais e atendimentos de urgência e emergência.     Veja também:  Maioria de planos de saúde não cobre programa de prevenção   "O que percebemos é que a organização desses programas ainda é deficiente - seja por oferecer pouca cobertura ou pela baixa qualidade -, mas já existem resultados comprovados", disse a gerente-geral assistencial de produtos da ANS, Martha Regina de Oliveira.   Entre os 47% das empresas que oferecem programas de prevenção, 45,2% perceberam uma redução no número de internações, 38,7% tiveram menos custos assistenciais e 36,4% verificaram uma queda no número de atendimentos de urgência e emergência. Cerca de 38% ainda não avaliaram os resultados.   Segundo ela, até o final do ano, será publicada uma instrução normativa com os requisitos necessários para a implementação de programas que efetivamente funcionem. "Não basta fazer palestras e distribuir panfletos", alertou ela. A norma irá descrever quais são as atividades mínimas exigidas em programa, número de consultas e exames necessários, percentual de cobertura mínimo, busca ativa (ir buscar o beneficiário que necessita daquele serviço) e acompanhamento através de indicadores de saúde. Em troca, as operadoras poderão incluir as despesas para implementá-los como investimento, e não mais como gastos.   As áreas de atenção dos programas de prevenção ainda são dirigidos principalmente a adultos e idosos. "Existe uma tradição das empresas que fazem gerenciamento de pacientes crônicos, que são os que dão mais despesa, então existem boas ações para o tratamento dessas doenças, como hipertensão e diabetes", disse Martha. Em compensação, quase não existem programas direcionados para adolescentes e crianças.   Em 2004, a ANS lançou um manual técnico de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças na Saúde Suplementar. O objetivo era induzir que as operadoras implementassem esse tipo de ação. Atualmente, as empresas que oferecem programas concentram 80% dos beneficiários.

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