Proibição de emagrecedores é apoiada por 74% dos brasileiros

Para 93% dos entrevistados, produto pode causar risco à saúde; Anvisa divulgou a pesquisa

Felipe Oda, Jornal Tarde

04 Agosto 2011 | 08h50

A proibição dos medicamentos emagrecedores à base de sibutramina e outros anfetamínicos é apoiada por 74% dos brasileiros ouvidos em pesquisa divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e elaborada pela GfK Custom Research Brasil - quarta maior empresa de pesquisa de mercado no País. A pesquisa faz parte dos levantamentos de opinião pública realizados pela empresa de pesquisa e não faz parte de nenhuma solicitação dos clientes atendidos pela GfK.

 

Um parecer da Avisa com relação a comercialização e distribuição dos produtos é aguardado ainda para este mês. Em julho, o presidente da instituição, Dirceu Barbano, afirmou que a decisão ocorreria em agosto.

 

Exatamente 1 mil pessoas, com idade mínima de 18 anos, foram ouvidas em São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Belém, Brasília, Goiânia e Manaus.

 

O apoio à proibição é maior entre as pessoas com idade superior a 56 anos. Nessa faixa etária, 79% concordam com o veto. Já entre os entrevistados com 25 até 34 anos, a aceitação aos produtos é maior: 68% não condenam o comércio de emagrecedores.

 

Para 93% dos entrevistados, os produtos podem causar risco à saúde. Talvez por isso, 99% dos ouvidos afirmem que não fazem uso de qualquer substância. Oitenta e um por cento também declararam não fazer dietas.

 

Entre os que fazem algum tipo de controle alimentar, as mulheres são a maioria (22%) - enquanto apenas 14% dos homens declararam fazer regime.

 

A pesquisa também apontou que para 79% das pessoas ouvidas, os exercícios físicos são a melhor opção para quem quer perder peso. A faixa etária entre 18 e 44 anos é o principal grupo incentivador do esporte: 83% defendem a prática de exercícios.

 

 

No entanto, a noção sobre os benefícios do esporte variam conforme a classe social, de acordo com a GfK. Nas classes A e B, com maior poder aquisitivo, o hábito é tido como o mais eficiente para o emagrecimento (84%). Nas classes C e D, 74% enxergam a mesma vantagem.

 

A alimentação balanceada é a segunda opção mais indicada no combate aos quilos a mais. Para 40%, comer bem é a melhor forma para emagrecer. Porém, a opção é contestada pelos mais jovens, com idades entre 18 e 24 anos. Só 24% acreditam na dieta.

 

Segundo a pesquisa, apenas 4% das pessoas dizem que os emagrecedores contribuem para a diminuição do peso.

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