Projetos contra mosquito receberão R$ 10 milhões

Fapesp e Finep investirão valor em apoio a micro, pequenas e médias empresas com ideias também contra zika

Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

05 Março 2016 | 03h00

SÃO PAULO - A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vão investir R$ 10 milhões a fundo perdido para apoiar empresas que tenham projetos de combate à zika e ao mosquito Aedes aegypti. Cada projeto de pesquisa aprovado receberá até R$ 1,5 milhão para desenvolver serviços e produtos inovadores em até dois anos. Cada instituição financiará 50% do valor total.

De acordo com Walter Colli, coordenador adjunto de Ciências da Vida da Fapesp, as propostas devem ser feitas por pesquisadores vinculados a micro, pequenas e médias empresas brasileiras, com sede no Estado de São Paulo.

Segundo ele, o objetivo é estimular o desenvolvimento de processos e produtos inovadores que ajudem a combater a epidemia de zika. “É importante incentivar pequenas empresas que tenham ideias novas a desenvolvê-las. Muitas vezes um pesquisador tem uma solução inovadora em seu laboratório, mas, por não ter experiência empresarial, não consegue transformar sua ideia em um produto”, disse Colli ao Estado.

De acordo com ele, serão aceitos projetos em todos os campos do conhecimento, desde que sejam inovadores. “É provável que cheguem projetos de novos métodos de combate ao mosquito, de testes diagnósticos mais precisos e softwares que ajudem a mapear novas epidemias, por exemplo.”

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