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Promover saúde é mais eficiente do que prevenir doenças

Existem medidas simples para favorecer o bem-estar das pessoas

Caderno Saúde, Media Lab Estadão
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05 de agosto de 2020 | 11h08

Em 2018, quase 800 mil brasileiros morreram por causas evitáveis, segundo dados do portal Datasus, do Ministério da Saúde. De vacinação a medidas para identificação e tratamento de doenças, muitas dessas vidas poderiam ter sido estendidas com maior atenção à saúde coletiva. “A gente tem medidas das mais simples às mais complexas para evitar o surgimento de doenças e, dessa forma, diminuir a possibilidade de óbitos, sequelas e outros danos, além de contribuir de alguma forma com o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas”, afirma Maria Filomena De Gouveia Vilela, professora na área de Saúde Coletiva da Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Pensar no que chamamos de prevenção em saúde envolve muitos conceitos, da atividade física individual e adoção de hábitos saudáveis a programas públicos amplos e investimentos tanto na área de saúde como em esportes e segurança pública, defendem os especialistas no tema. “Ter hábitos de vida que deixem a pessoa mais saudável e menos propensa a doenças crônicas, isso a gente sabe que contribui bastante, mas não podemos pensar só de forma individual”, defende Mariana Arantes Nasser, médica sanitarista e professora na área de Política, Planejamento e Gestão do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “O impacto de falar individualmente para cada pessoa: ‘coma bem e faça exercícios físicos’ não é tão grande quanto uma gestão organizada do Estado, que tente fazer isso de forma maciça.”

Um programa de imunizações bem estruturado, acesso a alimentação saudável e a locais para praticar exercícios físicos, assim como condições de higiene, são algumas das ações de responsabilidade do poder público para a promoção de saúde coletiva, destaca a professora. “É claramente um investimento. Ultimamente temos visto quase que uma contraposição entre saúde e economia. E isso é uma falsa oposição. Se a gente não cuida das nossas pessoas, nossa economia é prejudicada a médio e longo prazo”, afirma ela. Com essa base, é possível começar a pensar também em ações individuais na promoção da saúde. “Tudo que você investe de forma a proteger a saúde e prevenir doenças é sempre um investimento fundamental e seguro”, lembra Maria Filomena, da Unicamp.

Praticar atividade física, mesmo que não seja exercício ou esporte, mas apenas a movimentação do corpo que exija gasto energético acima do repouso, uma alimentação balanceada, estar com a vacinação em dia e fazer os exames solicitados pelos profissionais de saúde já são bons investimentos a longo prazo. Outras práticas que aprendemos com a pandemia do novo coronavírus, como lavar as mãos com frequência e usar máscara, também são úteis para prevenir diversas doenças transmissíveis.

Além de evitar problemas e, claro, gastos, mais para frente, tudo isso também ajuda a promover o bem-estar no presente. “É relevante que a gente pense em termos de transcendência, um dos velhos ensinamentos em saúde pública”, diz Mariana. “Se a gente cuidar da sociedade agora, isso tem um impacto positivo para o futuro próximo, médio e longínquo. Se a gente cuidar, faz promoção da saúde e não apenas prevenção de doenças.”

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