Pronto-socorro de São Paulo fecha por 15 horas após incêndio

Incidente teria ocorrido por causa de um vazamento de gás; cinco carros foram queimados e pacientes, transferidos

Marco Antônio Carvalho, Especial para O Estado

26 Agosto 2014 | 16h27

SÃO PAULO - Por cerca de 15 horas, o pronto-socorro da Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo, permaneceu fechado entre a noite da segunda e o início da tarde desta terça-feira, 26, após o registro de um incêndio no lado externo da unidade. Um vazamento durante abastecimento de um cilindro de oxigênio do local causou explosões em veículos estacionados nas proximidades e assustou moradores e pacientes.

Vinte e quatro pacientes do PS tiveram de ser transferidos para unidades próximas, mas não houve registro de feridos. Após laudo técnico certificando de que não havia novos vazamentos, os serviços foram retomados no início da tarde desta terça. 

De acordo com relato de moradores próximos, o caso teve início às 22h da segunda. Vizinhos do hospital disseram ter visto uma nuvem branca e densa se espalhar pela rua após a aproximação de um caminhão que abastecia um cilindro de oxigênio do pronto-socorro. O fato inusitado rapidamente se transformou em assustador quando um carro deu partida no motor e foi invadido por chamas. 

Quem passava na manhã desta terça nas proximidades do pronto-socorro ainda podia perceber os sinais de estrago. Cinco veículos foram tomados pelo fogo e ficaram completamente carbonizados. Testemunhas relataram ainda que diversas pessoas foram salvas do interior dos carros por populares antes que o fogo consumisse os veículos.

Há 30 anos vendendo salgados e bebidas na frente da unidade, o vendedor Geraldo Seabra, 56, assistiu ao fogo tomar seu pequeno local de trabalho e parte do seu carro. "O gás veio se esparramando e em questão de segundos já estava tudo pegando fogo", disse. Ele estima seu prejuízo em R$ 50 mil. "Nunca vi nada parecido. Não tem vez que cinema monta cenário e dublê para fazer filme? Se eles estivessem aqui ontem, não precisariam disso", acrescentou perplexo gesticulando com as mãos acinzentadas após mexer na sua antiga banca, agora carbonizada.

O autônomo Ricardo Aparecido, 47, disse que se encaminhava para a casa do irmão, na rua lateral do pronto-socorro, quando viu as chamas. "Olhando rápido, pensei que era a casa que estava pegando fogo. Assim que entrei na rua, o carro morreu e, ao tentar ligá-lo novamente, houve a explosão", relatou.

O caso foi registrado em boletim de ocorrência na Polícia Civil para apuração. A Polícia Técnico-científica esteve na unidade para realização de perícia e a Defesa Civil também esteve no local. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a manutenção do serviço de abastecimento é de responsabilidade da empresa White Martins. De acordo com nota oficial da SMS, o serviço é realizado a cada três meses. A última manutenção havia sido realizada no dia 12 de agosto desse ano. A reportagem não conseguiu manter contato com a empresa White Martins para esclarecimento da ocorrência.

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