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Pronunciamento de Dilma sobre zika é recebido com 'panelaço'

Foram registradas manifestações em bairros de São Paulo como Higienópolis, Consolação e Pinheiros; presidente pediu 'união'

Daniel Galvão, O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2016 | 21h05

Moradores de vários bairros de São Paulo fizeram na noite desta quarta-feira, 3, panelaço contra a presidente Dilma Rousseff, que fez um pronunciamento de seis minutos em cadeia de rádio e TV para falar da transmissão de doenças pelo Aedes aegypti, sobretudo a zika. Mas as manifestações foram mais fracas em comparação com as convocadas no auge da crise política.

Na noite desta quarta-feira, 3, foram registrados panelaços em Higienópolis, Santa Cecília, Consolação, no centro, em Pinheiros, Alto da Lapa e Vila Romana, na zona oeste, e no Jardim Marajoara, na zona sul. Em alguns bairros, foi registrado também buzinaço. 

Em uma tentativa de evitar a ira da população, a presidente Dilma Rousseff começou seu pronunciamento pedindo “licença” para entrar na casa de todos. “Não vou falar sobre política ou sobre economia. Vou falar sobre saúde e sobre uma luta urgente que temos que travar neste momento em defesa das nossas famílias. Uma luta que deve unir todos nós”, disse a presidente. “Vamos provar, mais uma vez, que o Brasil é forte, tem um povo consciente, e não será derrotado por um mosquito e pelo vírus que ele carrega”, emendou.

Dilma fez questão de mostrar um histórico da presença do mosquito em vários países e afirmou: “o vírus zika, transmitido pelo mosquito, não tem nacionalidade”. Segundo ela, a doença começou na África, se espalhou pelo Sudeste da Ásia, pela Oceania e agora está na América Latina. “E este foi um processo excepcionalmente rápido, a partir do ano passado”, comentou. 

 

 

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