Proteína é nova aposta dos cientistas contra HIV

A nova aposta de pesquisadores que buscam medicamentos contra a aids é uma família de proteínas encontrada nas células humanas. Embora demonstre capacidade para proteger o organismo da infecção, como uma espécie de anti-HIV natural, ela acaba neutralizada por uma outra proteína, encontrada no vírus causador da doença. Diretor do Centro para Pesquisa em Aids da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, Mario Stevenson, um dos que investem no alvo, diz que o desafio é desenvolver um mecanismo para inibir a ação da proteína má, batizada de Vif, ou estimular a produção da proteína boa, de uma família conhecida como Apobec. ?As Apobec são muito mais eficientes contra o HIV do que o sistema imunológico. Porém, elas são destruídas pela Vif. Se conseguirmos bloqueá-la, interrompemos o processo de replicação do vírus?, detalha o pesquisador, que está no Rio para os Seminários Avançados sobre Patogênese em Aids, no Instituto Oswaldo Cruz. Segundo ele, as Apobec auxiliam na diversidade dos anticorpos. Já Vif é um dos nove genes do vírus da aids, e produz uma proteína conhecida pelo mesmo nome. A indução de um bloqueio não é novidade no desenvolvimento de novas drogas. As usadas atualmente, como o AZT,também fazem o papel de inibidores, atuando em três substâncias, observa o imunologista Dumith Chequer Bou-Habib, do Instituto Oswaldo Cruz. No Brasil, o Sistema Único de Saúde ainda não oferece medicamentos que atuem no terceiro tipo de enzima, que ainda são muito caros.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2006 | 10h03

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