Prova revela que novos médicos são fracos em saúde pública

Os formandos em Medicina de São Paulo têm dificuldades quando se trata de saúde pública e não sabem sequer preencher uma certidão de óbito. Além disso, há diferença nas notas dos que saíram de instituições tradicionais e dos que se graduaram em universidades mais recentes. As conclusões fazem parte dos resultados da prova que o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) criou para os alunos do último ano, no segundo semestre de 2005. Projetado para avaliar o ensino da profissão, e com participação voluntária, o exame foi feito por 1.003 dos 2.197 alunos do 6º ano. "Todas as escolas tiveram nota abaixo da média em saúde pública. Isso significa que o assunto não está sendo bem dado ou não está sendo valorizado", afirmou o médico Bráulio Luna Filho, coordenador do Exame de Qualificação e conselheiro do Cremesp. "Apenas 17% dos estudantes acertaram o preenchimento do atestado de óbito. Se os médicos não preenchem corretamente, que dados de saúde temos?" Na primeira fase, os alunos responderam 120 questões sobre várias áreas da Medicina. Houve uma diferença considerável nas notas dos estudantes de instituições tradicionais, como USP, Unifesp e Santa Casa, e os de outras escolas mais novas. Mesmo assim, por não contar com amostragem estatística dos alunos, não é possível fazer um ranking com a nota das instituições. Para a segunda fase, com questões práticas, foram selecionados 68% dos alunos. E nenhum foi reprovado. "Os resultados mostram que é preciso avançar para melhorar a formação do médico. E o Brasil é o país com o maior número de faculdades de Medicina", diz. Neste ano, a prova será em setembro.

Agencia Estado,

19 de janeiro de 2006 | 15h30

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