Psoríase tem consequências psicológicas que podem levar à ansiedade e à depressão
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Psoríase tem consequências psicológicas que podem levar à ansiedade e à depressão

Público poderá participar de debate que acontece em 3 de março sobre incorporação pela ANS de novos medicamentos para o tratamento da enfermidade

Novartis, Media Lab Estadao
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28 de fevereiro de 2020 | 06h00

Quase 3 milhões de brasileiros convivem com psoríase. A doença de pele, que se caracteriza por manchas vermelhas que descamam e podem coçar bastante, vai muito além de desconforto nos locais onde se manifesta. Ela envolve preconceito, piora a autoestima e, em quase todos os casos, problemas na vida social.

“A doença pode ter várias manifestações na pele. A mais comum é a que a gente chama de psoríase em placas, que corresponde a aproximadamente 90% dos casos”, afirma Prof. Dr. Ricardo Romiti, médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia e responsável pelo Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. 

As placas são manchas mais altas do que o nível da pele, cobertas por escamas brancas que vão se desprendendo facilmente. Segundo o médico, isso ocorre porque a renovação da pele de uma pessoa com psoríase ocorre de maneira muito mais acelerada do que o normal. Além do sintoma externo - que costuma se manifestar principalmente no couro cabeludo, braços, pernas e costas -, a doença pode ainda vir acompanhada de artrite, causando dor intensa nas articulações. Um levantamento realizado pela área global de Digital da Novartis mostrou que a maioria das buscas no Google pela doença é sobre a manifestação no couro cabeludo.

​Estigma

Com a descamação mais acelerada das células, a psoríase costuma ser aparente. E quando o paciente está com os sintomas exacerbados e apresenta placas na pele, há grandes chances de sofrer não apenas com o desconforto da doença em si, mas também com o julgamento social. 

“Aproximadamente 2% da população mundial têm psoríase, então, muitas pessoas nunca nem ouviram falar da doença, veem as manchas e têm medo de haver risco de infecção”, observa o Prof. Dr. Ricardo Romiti. “Isso é totalmente infundado. Mesmo em contato com as escamações, o risco de contágio é zero. É uma doença inflamatória, não infecciosa”, esclarece. 

A pesquisa CLEAR - realizada pela Novartis e a maior no mundo sobre como a psoríase afeta a vida dos pacientes - revelou que 96% dos brasileiros com nível moderado ou grave já foram humilhados ou discriminados. Isso coloca o País entre as nações que mais discriminam pessoas com a doença: estamos em segundo lugar, perdendo apenas para a Coreia do Sul, onde 100% relataram humilhação ou discriminação. A média global é de 85%.

Não é difícil imaginar que isso afeta de maneira consistente a saúde mental dos pacientes. Vida social, amorosa e até no trabalho costumam ser permeadas de preconceito. Mais da metade dos brasileiros com a doença entrevistados para a CLEAR disseram que os relacionamentos são a área mais afetada da vida por causa da enfermidade.

Baixa autoestima e afastamento social podem resultar em ansiedade e depressão, e esses dois transtornos psiquiátricos estão entre os principais diagnósticos recebidos por pessoas com psoríase. O Prof. Dr. Ricardo Romiti relata que os dermatologistas podem, inclusive, sugerir que o paciente tenha acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. “Esse estigma acaba levando a um isolamento não só social e no trabalho, mas, às vezes, até na família. Vira uma bola de neve: leva à ansiedade, depressão e a pessoa evita até expor a pele ao sol, que seria benéfico”, diz o médico dermatologista.

​Tratamento

A exposição da pele ao sol - com orientação médica para não exagerar - é um dos fatores que ajudam no tratamento da psoríase. Dependendo da gravidade, aparelhos de fototerapia que fazem incidir raios ultravioletas no local afetado também podem ser usados. Para casos mais leves, pomadas e cremes costumam ser receitados, afirma o Prof. Dr. Ricardo Romiti.

No entanto, em casos mais graves ou quando o paciente não responde às opções anteriores, tratamentos imunobiológicos mais modernos já são capazes de eliminar por completo as lesões, ou reduzi-las consideravelmente. Um estudo publicado na National Center for Biotechnology Information mostra que oito em cada dez  pacientes com psoríase moderada e grave atingiram a pele sem lesão ou quase sem lesão em quatro meses de tratamento com imunobiológicos.  Quatro medicamentos desse tipo já estão disponíveis na rede pública de saúde. “Apesar de serem de alto custo, conseguimos no ano passado a liberação desses medicamentos pelo SUS em todo o Brasil”, comemora o médico.

Diversidade de tratamentos significa mais qualidade de vida a pacientes diagnosticados com essa doença, que não tem cura. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) passou a transmitir online as Reuniões Técnicas de Análise das Propostas de Atualização do Rol, com o objetivo de aumentar a transparência nesse processo. Essa é uma das etapas do processo de avaliação das tecnologias para incorporação ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, ou seja, a lista dos medicamentos que devem ser cobertos pelos planos de saúde. A próxima atualização começa a vigorar a partir de 02 de janeiro de 2021. Qualquer pessoa interessada poderá acompanhar a reunião quando esta discussão será realizada e enviar mensagens durante a transmissão, que acontecerá no dia 3 de março. Assista no link: https://www.youtube.com/channel/UC5ZdZ9npVaXnTEotafyiP_A






 

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