Publicidade de remédio induz a automedicação, diz Procon-SP

Segundo pesquisa, 63% dos entrevistados acreditam que podem tomar remédios por conta própria

04 de outubro de 2007 | 12h26

Uma pesquisa da Fundação Procon-SP, divulgada nesta quinta-feira, 4, revela que publicidade de medicamentos induz à automedicação. De acordo com o relatório, 63,33% dos entrevistados pelo instituto acredita que podem tomar remédios por conta própria baseados nos anúncios dos produtos. "É preocupante a prática da automedicação, que põe em risco saúde e segurança do cidadão", informou a fundação, em nota.   A entidade, ligada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, afirma que no Brasil, a publicidade de medicamentos de venda livre (analgésicos, antitérmicos, antidiarréicos, entre outros) é autorizada, mas é preciso evitar "abusos".   Segundo a legislação em vigor, deve constar na publicidade apenas uma advertência obrigatória (neste caso, o aviso "a persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado"), mas deve-se também coibir a veiculação de informações não comprovadas cientificamente sobre o produto, a sugestão de ausência de efeitos colaterais e promessas de desempenhos "milagrosos", por exemplo.   A pesquisa revelou também que 48,67% dos consumidores, de um total de 150 pessoas que responderam a um questionário no site da fundação entre os dias 29 de agosto e 17 de setembro, compram medicamentos genéricos freqüentemente. Outros 12,67% declaram que nunca utilizaram medicamentos genéricos.   Segundo a assessoria de imprensa da instituição, a Fundação Procon-SP entende que a implantação da Política de Medicamentos Genéricos "é um benefício ao consumidor ao ampliar o acesso da população aos remédios". Na rede pública de saúde, os médicos são obrigados a receitar pelo nome do princípio ativo - principal substância que compõe o medicamento.   Quando indagados se conhecem a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 52,67% responderam que sim. No entanto, uma parcela representativa (35,33%) declarou que nunca ouviu falar do órgão. Dos que conhecem a ANS, 59,49% admitem não conhecer todas as suas funções e apenas 12,66% já recorreram à ela para denunciar alguma operadora de serviços de saúde.

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