Pulmão artificial funciona em ratos vivos por 6 horas, dizem cientistas

Este é o segundo trabalho publicado em 30 dias a demonstrar a possibilidade de um pulmão artificial

REUTERS

14 Julho 2010 | 16h06

Pesquisadores dos EUA criaram um pulmão artificial primitivo que permitiu que ratos respirassem durante horas, num feito que pode permitir o desenvolvimento de órgãos fabricados a partir de células do paciente.

 

Cientistas constroem pulmão de rato em laboratório

 

O resultado, descrito na revista Nature Medicine, é o segundo, em um mês, de pesquisadores que buscam regenerar pulmões a partir de células comuns.

 

No trabalho mais recente, Harald Ott e colegas do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard  extraíram células dos pulmões de ratos até que restasse apenas uma matriz, ou armação.

 

Em seguida, submergiram a matriz num biorreator, juntamente com vários tipos de células do pulmão humano, criando pressões para simular a pressão no interior do corpo humano. 

 

As células colonizaram a armação e cresceram em diferentes tecidos pulmonares, informa Ott.

 

Quando transplantadas para ratos, funcionaram por cerca de seis horas, ainda que de modo imperfeito.

Os pesquisadores disseram que é possível tentar o experimento com células mais imaturas, como células-tronco embrionárias.

 

No mês passado, uma equipe da Universidade Yale implantou tecido pulmonar artificial em ratos, ajudando os animais a respirar por cerca de duas horas.

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