Quadrilha de médicos operava sem necessidade na Itália

Polícia prende 13 pessoas que falsificavam os históricos dos pacientes para aumentar os reembolsos estatais

Da Redação,

09 de junho de 2008 | 11h35

A policia italiana prendeu 13 médicos e o proprietário de uma clínica privada sob as acusações de calote contra a saúde pública e em alguns casos de homicídio voluntário agravado, segundo informou o jornal El País nesta segunda-feira, 9. Dois dos detidos foram para prisão, enquanto o resto recebeu prisão domiciliar.   Segundo os investigados, na clínica, que estava sob responsabilidade da Seguridade Social, se falsificavam os históricos dos pacientes para aumentar os reembolsos estatais, que nos últimos anos chegaram a 2,5 milhões de euros.   No departamento de cirurgia de tórax da clínica, a polícia afirma que foram realizadas procedimentos inúteis em dezenas de pacientes que não necessitavam ser operados. De acordo com o El País, por esse caso, alguns médicos foram acusados de cinco casos de homicídio voluntário agravado, além de resultar em cerca de 90 episódios de lesões graves.   Os meios de comunicação italianos denominaram a clínica de "clínica dos horrores". Um caso que chamou atenção das publicações italianas foi de uma menina de 18 anos, que se submeteu a uma mastectomia radical, porém uma extirpação de alguns nódulos já seria o suficiente.   Com as prisões, a polícia chegou, através de escutas telefônicas entre os médicos da estrutura sanitária, a um diálogo em que afirmava "que era necessário operar quanto mais fosse possível para aumentar os benefícios".

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