Kerstin Joensson/AP
Kerstin Joensson/AP

Queda de meteoro na Rússia provoca corrida por fragmentos

Segundo um astrônomo amador, pedaços da rocha espacial podem valer até 40 vezes mais que o ouro

O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2013 | 02h03

MOSCOU - A queda de um meteoro em uma cidade industrial da Rússia, na sexta-feira, gerou uma corrida pelos fragmentos da rocha espacial, que podem valer até 40 vezes mais que o ouro. No fim de semana, mais de 20 mil pessoas saíram à caça dos pedaços.

"O preço ainda é difícil de determinar. Quanto menos pedaços de meteorito forem encontrados, mais alto ele será", disse Dmitri Kachkalin, membro de uma sociedade de astrônomos amadores. Segundo ele, 1 grama de meteorito poderia valer até US$ 2,2 mil (R$ 4,3 mil).

Cientistas da Universidade Federal dos Urais foram os primeiros a anunciar a descoberta de 53 fragmentos pretos e rochosos nos arredores do Lago Chebarkul, próximo à cidade atingida. Testes confirmaram que essas rochas - com 10% de ferro e de 0,5 a 1 centímetro de diâmetro - são meteoritos. Pedaços maiores podem ter caído dentro do lago, onde uma cratera de 8 metros foi aberta pelo desastre natural.

A explosão do meteoro de cerca de 17 metros de diâmetro provocou uma onda de choque que feriu quase 1,2 mil pessoas em Chelyabinsk, a 1,5 mil quilômetros a leste de Moscou, e causou prejuízos que totalizam cerca de US$ 33 milhões.

Reação. Uma empresa americana liderada por um ex-astronauta da Nasa, que pretende construir um telescópio apenas para vigiar meteoros, recebeu nos últimos dias dezenas de milhares de dólares em doações.

"Estamos desenvolvendo a mais ambiciosa missão interplanetária já feita", afirmou o físico Ed Lu, que já habitou a Estação Espacial Internacional e hoje lidera a Fundação B612 (nome retirado do romance O Pequeno Príncipe), no Vale do Silício. "Vamos encontrar asteroides e monitorá-los, para que saibamos com décadas de antecedência antes que outro desses caia."

Se a empresa angariar US$ 450 milhões, o plano é lançar até 2018 um satélite que fará o mapeamento de asteroides em risco de colisão com a Terra.

Outra equipe, na Universidade do Havaí, trabalha num sistema de alerta, com uma bolsa de US$ 5 milhões da Nasa. Chamada de Atlas, a iniciativa, prevista para 2015, empregará oito pequenos telescópios e permitirá que um meteoro de 45 metros seja avistado uma semana antes de cair, período suficiente para evacuar uma cidade. / AP e REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
Meteorometeorito

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.