Divulgação/Fiocruz
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Queda nos casos de síndrome respiratória parou, diz Fiocruz

Boletim aponta que SRAG, origem de 98% dos registros de covid-19, pode ter retomada; nove Estados, entre eles São Paulo e Rio, tendem a ter crescimento

Roberta Jansen, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2021 | 18h52

RIO - Uma nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta a interrupção da queda do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no País e sugere que há uma retomada do crescimento. Atualmente, 98% dos casos de SRAG são causados pela covid-19. O boletim foi divulgado nesta quinta-feira, 26. É referente à semana epidemiológica de número 33, de 15 a 21 de agosto.

Segundo o levantamento, nove unidades da Federação apresentam tendência de crescimento do número de casos a longo prazo. São elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte  e Sergipe.  De acordo com o boletim, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe apresentam sinais fortes de crescimento. A situação se repete em onze capitais, entre elas Rio e São Paulo.

Outros sete Estados apresentam sinal de crescimento a curto prazo. São eles Alagoas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Tocantins.

“Nos Estados em que há sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, deve-se interpretar como sinalização de possível interrupção de queda, com tendência de crescimento a ser reavaliada nas próximas semanas”, disse o coordenador do InfoGripe, o pesquisador Marcelo Gomes.

O pesquisador pede “cautela em relação a medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão da covid-19 enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos”. Ele ressalta também a necessidade de “reavaliação das flexibilizações já implementadas em alguns Estados com sinal de retomada do crescimento ou estabilização ainda em patamares elevados”.

O boletim revela também que os indicadores de transmissão comunitária do Sars-CoV2 encontram-se em nível alto ou superior em todas as capitais. Em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba e Goiânia o nível é extremamente alto.

 

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