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Queiroga diz que nomeação de Luana Araújo dependia de validação política

A médica dispensada do cargo é defensora da vacinação em massa, de medidas restritivas e contra o "kit covid", mesmo para pacientes com sintomas leves

Matheus de Souza, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2021 | 14h25

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, comentou a indicação da infectologista Luana Araújo à Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 durante audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 26. De acordo com o ministro, a doutora era uma "pessoa qualificada”, e que tinha as condições técnicas para exercer "qualquer função pública", mas que não foi nomeada porque além de “validação da técnica”, era necessário “validação política” para nomeação. 

“Vivemos em um regime presidencialista”, afirmou o ministro. “É necessário que exista validação técnica e que exista também validação política para todos os cargos que pertencem ao núcleo de cargos de confiança do governo, porque senão não há condição do presidente da república implementar as políticas públicas que são necessárias para o enfrentamento da pandemia de covid-19”.

Questionado sobre sua autonomia dentro do ministério, Queiroga garantiu ter liberdade dentro da pasta. “Os resultados, eles já estão aí, basta olhar. Julgar o passado, quem julga é a história, o nosso compromisso é com o futuro”, disse.

Segundo publicou a Revista Veja, Luana Araújo não aceitou as determinações impostas pelo Palácio do Planalto e abriu mão de aceitar o cargo. Como mostrou o Estadão, Luana é defensora da vacinação em massa, já declarou ser favorável a medidas restritivas e contra o "kit covid", mesmo para pacientes com sintomas leves. Ela já afirmou também que "todos os estudos sérios" demonstram a ineficácia da cloroquina e que a ivermectina é "fruto da arrogância brasileira" e "mal funciona para piolho".

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