Questão da gripe aviária está longe de encerrada, diz OMS

Diretor-geral da organização cobrou nesta quarta-feira, 7, que os países não desistam de lutar contra a doença

AE-Dow Jones,

07 de janeiro de 2009 | 20h35

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) cobrou nesta quarta-feira, 7, que os países não desistam de lutar contra a gripe aviária. "Os focos de H5N1 entre as aves caíram no ano passado, assim como as contaminações de humanos que entraram em contato com aves doentes, mas a questão está longe de encerrada", afirmou Bernard Vallat em entrevista a jornalistas.  Veja também: China entra em alerta após morte de mulher por gripe aviária Segundo Vallat, o comércio de aves ainda oferece riscos, "porque o vírus se tornou endêmico em alguns países que não foram capazes de se livrar dele". Egito e Indonésia foram citados como exemplos em que vigilância sanitária foi insuficiente. Já China e Vietnã têm conseguido controlar o H5N1 graças à vacinação sistemática de seus plantéis. "Contudo, isso é caro e terá de parar algum dia", afirmou. Segundo Vallat, os países ricos devem colaborar com a vigilância sanitária nos países pobres. "Com a globalização, a proliferação de uma doença animal em outras economias pode ter conseqüências desastrosas", afirmou.  O vírus H5N1 é o causador mais letal da gripe aviária, responsável pela morte de 248 pessoas desde que ressurgiu na Ásia, em 2003. No ano passado, foram 31 mortes, contra 59, em 2007, e 79, em 2006. O temor dos cientistas é de que o vírus passe por mutações que facilitem sua transmissão entre seres humanos.  Na segunda-feira, uma mulher de 19 anos infectada pelo H5N1 morreu em Pequim, depois de ter tido contato com patos em um mercado de aves. Ontem, autoridades do Vietnã anunciaram que uma garota de oito anos foi diagnosticada com o vírus. As informações são da Dow Jones.

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