Estudios Revolución
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Raúl Castro recebe 201 médicos cubanos que voltaram do Brasil

Estimativa é que mais de 8,3 mil profissionais de saúde deixem o Mais Médicos até dezembro; de acordo com entidade, pelo menos 285 cidades ficaram sem médicos em equipes de prevenção com a saída dos cubanos

Agência Brasil

25 Novembro 2018 | 02h03

BRASÍLIA - O ex-presidente e líder do Partido Comunista de CubaRaúl Castro, recebeu no sábado, 24, em Havana, 201 profissionais cubanos que integravam o programa Mais Médicos no Brasil. Acompanhado do segundo do partido, José Ramón Machado, e de um grupo de líderes políticos, Castro foi até o avião para cumprimentar os profissionais.

No último dia 14, o Ministério da Saúde de Cuba anunciou o rompimento do acordo com o Mais Médicos. O governo cubano informou discordar das exigências feitas pelo governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e também sinalizou incômodo com as críticas feitas pelo político. Desde então, profissionais cubanos deixam o Brasil.

A estimativa é que, de forma escalonada, até dezembro, os outros 8.332 profissionais de Cuba vinculados ao Mais Médicos regressem ao país de origem. O diretor da Unidade Central de Colaboração Médica de Cuba, Jorge Delgado, reiterou que o processo de retirada dos profissionais da saúde do Brasil será "ordenado, seguro e digno". 

"Os médicos estão muito dispersos, em mais de 2.500 municípios na grande extensão territorial do gigante sul-americano, razão pela qual há vários dias começaram a transferir-se de seus locais de residência até as cidades de onde partirão os voos para a Ilha", afirmou Delgado, referindo-se ao retorno para Cuba.

O primeiro grupo de 205 colaboradores sanitários que retornou ao país foi recebido pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que ressaltou o "desinteresse, altruísmo e entrega plena" com que cumpriram sua missão nos lugares mais necessitados de assistência sanitária no Brasil.

O Mais Médicos foi criado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff com o objetivo de garantir a assistência médica a comunidades desfavorecidas nas comunidades e regiões remotas do Brasil. A presença cubana nessa iniciativa foi estipulada por meio de um convênio com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e representava mais da metade dos profissionais contratados pelo programa.

De acordo com levantamento do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), pelo menos 285 cidades e 36 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) ficaram sem médicos em equipes de prevenção com a saída de profissionais cubanos. O Ministério da Saúde abriu nesta semana edital para seleção de profissionais que substituirão os cubanos. As inscrições ficam abertas até o dia 7 de dezembro./Com informações da ACN, agência pública de informações de Cuba, e EFE

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