Recadastramento tira 400 pacientes de lista de transplante

Do total, 117 pacientes que aguardavam um transplante de fígado na lista fluminense do já morreram

Fabiana Cimieri, da Agência Estado,

19 de agosto de 2008 | 18h28

Dos 1.057 pacientes inscritos na lista de espera por um fígado, apenas cerca de 650 continuam ativos após o recadastramento realizado pela Secretaria Estadual de Saúde. A medida foi anunciada depois da prisão do médico Joaquim Ribeiro Filho, sob a acusação de desrespeitar a fila.  Legislação nacional ignora uso de órgão 'marginal'Médico não considera ter furado fila em transplantes no RioLista única e transplante de fígadoGrupo defende médico preso e pede cota de transplantesOperação Fura-Fila complica ainda mais transplantes no Rio A partir desta quarta-feira, 20, a ordem dos pacientes na fila será divulgada na internet, nos moldes do que já é feito pelo governo de São Paulo. Até o final do ano, também será feito o recadastramento das filas de rim e córnea.  O resultado do novo levantamento, divulgado nesta terça, mostra como a lista estava desatualizada. Do total, 117 pacientes já morreram, 377 não estava com seus contatos atualizados no cadastro, 20 deles não tinham mais indicação médica para o transplante e oito haviam realizado o transplante intervivos.  Em todos esses casos listados acima, a responsabilidade de comunicar a central estadual de transplante é da equipe médica. No Rio, apenas duas equipes estão habilitadas a operar em quatro hospitais, dois federais - Hospital Geral de Bonsucesso e Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - e dois particulares - São José do Avaí e Clínica São Vicente.  Muitos pacientes estavam com os exames de sangue desatualizados. A partir deles é que se calcula o índice de Meld - que mede a gravidade e determina a ordem da fila. Os pacientes mais graves, com o Meld acima de 26, devem refazer o exame mensalmente, os que têm o índice abaixo desse valor precisam refazê-lo a cada três meses.  "A lista na internet vai dar transparência ao processo. Os pacientes não sabiam quando seus exames venciam, porque estavam na lista e qual a sua posição na fila", disse a superintendente de Atenção Especializada da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec), Hellen Miyamoto.

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