TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
Nove meses depois de contrair a doença, o cirurgião Valdir Zamboni ainda hoje sofre com algumas sequelas  TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO

Recuperados da covid-19 lutam para voltar ao trabalho, mas sofrem com sequelas da doença

Relatos dramáticos de quem sobreviveu – e tenta retornar vida normal - dão conta de efeitos causados pelo vírus

Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2021 | 15h00

Após um ano de pandemia de coronavírus e o País com quase 300 mil vítimas da doença, o trauma vai além das famílias que perderam integrantes, deixando um rastro de incertezas mesmo entre aqueles que escaparam da morte.  Relatos dramáticos de quem sobreviveu – e que tenta retornar ao trabalho – dão conta das sequelas deixadas pela contaminação do Sars-CoV-2 e das dificuldades enfrentadas na busca pelo retorno à vida produtiva.

As consequências da infecção ainda não são totalmente conhecidas por médicos e cientistas. Enfraquecimento muscular, perda de memória e cansaço estão entre os problemas relatados pelos pacientes, de diferentes idades, em depoimentos ao Estadão meses após o primeiro diagnóstico.  

Valéria Alves, de 42 anos, psicóloga

A psicóloga Valéria Alves, de 42 anos, sofre há nove meses com o impacto provocado pela infecção do coronavírus. Ela é uma das mais de 10 milhões de vítimas que conseguiram se recuperar da covid-19, mas continua convivendo com sequelas e dificuldades de retorno ao trabalho. Ela, os três filhos e o marido foram infectados em junho. A psicóloga lembra das dificuldades enfrentadas durante a recuperação da doença, dos limites para retomar as atividades normais e da esperança de voltar à vida profissional.

“Desde a doença, não voltei mais ao trabalho”, conta. Os motivos para essa interrupção nas atividades profissionais de Valéria são dramáticos e vão além da infecção que ela teve. A psicóloga teve a forma leve da doença, mas o marido dela, não. Ele sofreu parada cardiorrespiratória e não se recuperou mais. Vive atualmente em estado vegetativo necessitando de cuidados intensivos e da atenção da mulher.

Servidor público em São Paulo, ele foi atingido com violência pelo coronavírus. “Hoje ele está sendo cuidado no Hospital do Servidor”, explica a mulher. “No desespero que a gente viveu, nem tenho como te dizer o que senti da doença”, afirma.

“Nem sei se o que eu sentia era da covid ou da situação toda”, diz a psicóloga, respondendo sobre o impacto dos sintomas sofridos por ela naqueles meses. Valéria ainda não voltou a trabalhar e se dedica aos cuidados diários com a saúde debilitada do marido. “Depois da infecção e da parada cardiorrespiratória, ele foi tratado numa clínica, mas depois foi para o HSPM”, relata Valéria.

Mara Gabrilli, 53 anos, senadora

No caso da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), infectada em maio, no primeiro pico da crise da doença, as complicações também foram graves. A senadora contraiu o vírus em casa no contato com auxiliares que a ajudam nas atividades cotidianas pelas limitações de saúde que já tinha – ela é tetraplégica.

O impacto da covid no organismo de Mara Gabrilli foi pesado. Ela testou positivo por cerca de 20 dias, sentia dores musculares e espasmos e teve até rompimento de ligamentos de tendão no ombro. Os médicos que cuidam de pacientes de covid costumam verificar fortes perdas musculares nas vítimas da doença.

Mesmo depois da chamada recuperação, sofrem com os efeitos provocados pelo forte impacto no sistema imunológico, como no caso da parlamentar. Ela falou das sequelas em pronunciamento feito no Senado, em agosto, quando interrompeu o isolamento pedido pelos médicos para defender, em audiência via internet, a aprovação de projeto que beneficiava portadores de Atrofia Muscular Espinhal (AME). Ela teve ainda reflexos adicionais, como perda de olfato e paladar.

Recuperada da covid, Mara Gabrilli voltou a sofrer com sequelas da doença. A senadora tem perda de memória de fatos recentes, como não lembrar se tomou o café pela manhã. E foi obrigada a conviver outra vez com momentos de pânico quando teve episódios de perda de voz, um de seus recursos fundamentais de contato externo.

Atualmente, Mara Gabrilli está recolhida, depois da morte do irmão, Beto, em Trancoso, na Bahia. O corpo foi encontrado no dia 1º. “Tudo indica que morreu enquanto dormia”, informou a senadora, em uma rede social.

Gilmar Lopes, de 49 anos, segurança de condomínio

Gilmar Ferreira Lopes, de 49 anos, trabalhava como porteiro e segurança de condomínios quando foi hospitalizado em abril com covid. Sofreu complicações respiratórias e motoras num processo de agravamento que durou quatro meses. Teve de ser submetido a traqueostomia e outros procedimentos médicos de UTI no Hospital das Clínicas, na capital paulista, depois de ter passado por outros centros médicos.

Até hoje, Lopes ainda não consegue forças para voltar ao trabalho. “Passei pelo buraco da agulha”, afirma ele, lembrando dos dias de tratamento. “Mas ainda sinto muita dor de cabeça, fraqueza”, afirma. “Não estou 100%, mas escapei, estou vivo, com a ajuda de Deus e dos médicos”, diz o porteiro. Ele também foi encaminhado para tratamento de reabilitação e nesta semana segue esperando por novos exames, como ressonância e tomografias para acompanhamento de seu estado geral de saúde.

Lopes lembra que logo após a internação sofreu “um apagão” de memória. Ficou intubado por 20 dias e, ainda hoje, tem dificuldades para se lembrar de tudo que passou no hospital. É morador de Paraisópolis, comunidade pobre na zona sul paulistana, onde vive com a mãe e familiares. Os parentes também apresentaram sintomas da doença, porém mais leves. Lopes conta que vive hoje de auxílio-doença. "Já perdi várias oportunidades de emprego por causa dessa covid”, afirma o porteiro.

Valdir Zamboni, de 63 anos, cirurgião

O cirurgião Valdir Zamboni foi hospitalizado com covid no começo de maio. Ele já voltou ao trabalho mas ainda hoje, nove meses depois, sofre com algumas sequelas provocadas pelo impacto da doença no seu organismo. “Mesmo depois de sair do hospital, eu tinha tremores fortíssimos, até na língua”, conta. Zamboni lembra que duas semanas depois da contaminação o vírus desaparece, mas os danos provocados no organismo são devastadores.

“Fiquei hospitalizado por 88 dias, 77 na UTI, 66 no ventilador. Desenvolvi uma reação inflamatória desmedida, perdi 26 quilos”, conta. “Fiquei com 92% do pulmão comprometido”, recorda o médico, que trabalha nos hospitais das Clínicas e Universitário (HU), além do hospital da Vila Alpina. Cirurgião de trauma, chefe de equipe, ele já está retomando devagar a atividade, voltou aos plantões semanais e, inclusive, já atua em cirurgias. “Quando voltei a trabalhar, entrar em cirurgia, fiquei muito feliz porque aí tive a certeza de que venci esta doença”, comemora.

Zamboni está curado do vírus, mas depois da internação passou 38 dias em tratamento de reabilitação na Rede Lucy Montoro e ficou dependente de oxigênio por dois meses depois da alta. Ele ainda sente algumas sequelas. “Hoje não preciso mais do oxigênio, mas ainda sinto cansaço. Meu dedão do pé, por exemplo, tem dificuldade de movimento, e tenho áreas que eu não sinto na planta do pé. Mas não me impede de andar”, explica Zamboni. “Isso é resultado de uma perda muscular, o que  a gente chama de miopatia pós-covid”, disse o médico.

Para ele, as pessoas em recuperação da doença precisam ter muita paciência antes de voltar ao trabalho. “Precisa ser paciente consigo mesmo porque a volta é demorada. Muitos pacientes sentem dores musculares crônicas nos membros inferiores, além de sequelas neurológicas, cardíacas e pulmonares."

Zamboni aconselha ainda que até os pacientes que tiveram a forma mais leve procurem ajuda de pelo menos dois profissionais, um fisiatra e um pneumologista. “Esses são profissionais fundamentais na recuperação”, diz o cirurgião. “E muita paciência, porque não há melhora rápida. Você tem de entender que vai demorar e que você não será mais o mesmo. Eu tive de reaprender até a andar”, argumenta, agradecendo também pelo apoio dos filhos na superação das sequelas da covid. “Eles foram fundamentais na minha recuperação”, afirma.

Para Zamboni, a pandemia ainda vai demorar pelo menos um ano em atividade. “Depois, vai passar e talvez a gente vá conviver com uma doença endêmica”, avalia Zamboni, que acompanha de perto pesquisas com a vacina.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Respeitem seus limites, diz especialista sobre recuperação de sequelas da covid-19

Antes da preocupação com a volta ao trabalho, cada pessoa deve obedecer o próprio limite pessoal, diz a médica Linamara Rizzo Battistella

Entrevista com

Linamara Rizzo Battistella, médica fisiatra do Hospital das Clínicas da USP

Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2021 | 15h00

“É preciso respeitar os seus limites”, resume a médica fisiatra do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da USP, Linamara Rizzo Battistella, professora especialista na reabilitação de pacientes da crise da covid-19. A médica, que é professora titular da Faculdade de Medicina, atua na Rede Lucy Montoro, serviço público de reabilitação que atende esses pacientes. Antes da preocupação com a volta ao trabalho, cada pessoa deve obedecer o próprio limite pessoal, diz a médica, argumentando que o tratamento depende da condição de saúde de cada pessoa.

Veja trechos da entrevista ao Estadão:

Como analisa esse momento das pessoas que ficaram doentes com a covid, tiveram alta, e estão tentando voltar ao trabalho? Qual é a orientação?

Não é pergunta de resposta única. O covid é multifatorial. Há uma reserva cardíaca comprometida em função de ter sido a parte cardiorrespiratória a mais afetada. A pessoa tem limitações para atividades que exigem força e resistência. É diferente do caso de quem está na frente de um computador, que pode até alternar diferentes períodos, levanta, vai pegar uma água, um papel, volta para o computador. Tem demanda energética, mas você consegue fazer isso de maneira um pouco mais suave. É diferente de um indivíduo que volta à atividade na qual ele precisa se locomover com rapidez, levantar peso. São situações particulares. Pessoas que tiveram complicações músculo-esqueléticas importantes, e essa é uma constante, apresentam uma condição muscular que chamamos de sarcopenia, e temos visto isso com bastante frequência nos pacientes. Atualmente já temos 700 pacientes com avaliação por seis meses. Esses pacientes não podem voltar para as atividades que exijam deslocamentos rápidos. O risco de quedas é maior. Uma pessoa que tenha que atravessar uma rua, por exemplo, que pode ter uma falha na passada, pode acabar resultando numa queda com complicações graves ou até em atropelamento. Por outro lado, quem trabalha com esforço cognitivo intenso, que precise se ater a números, planilhas, lidar com textos, que tenha de configurar textos para construir seu programa de computador, com discreta alterações cognitivas do sistema nervoso, essas alterações podem ficar maiores, depois de um tempo.

Mas há uma recuperação?

Hoje nós nos arriscamos a afirmar que há recuperação, mas o tempo de cada pessoa precisa também é diferente.Temos um caso, de uma jovem senhora, que trabalhava com telemarketing, que ficou com um problema importante no volume de voz. Essa pessoa não volta agora, ela vai precisar de um tempo maior. Esse é um desafio dessa doença. Ela é polissistêmica. As alterações são muito variadas, mas em todos esses quadros há um dado que acompanha o paciente: é uma fadiga intensa.  Isso é uma manifestação da doença e, com ajuda da reabilitação, pode voltar para as atividades. É uma etapa transitória. E a questão emocional também é importante. Há muita ansiedade. É uma doença que deixa um rastro de ansiedade, de medo, e de dificuldades no sono.

Varia muito de pessoa para pessoa, do tamanho do impacto que a doença causou no organismo?

Isso é fundamental entender. Esse impacto está relacionado com as condições prévias da pessoa, antes inclusive da pessoa ter a infecção. Se ele já teve alteração de pressão, excesso de peso, isso vai impactar nas consequências. É uma doença que está nos trazendo de volta para a medicina interna. Nós precisamos olhar o paciente de forma integral.

A sra. falou dos 700 pacientes. Mas temos aí milhões de pacientes que tiveram a doença. São cerca mais de 10 milhões no país. O sistema está cuidando pouco?

Aqui em São Paulo estamos reabilitando um grande número de pacientes. Agora, os pacientes têm medo de voltar. Quando você liga para saber deles, eles falam: 'não, eu estou bem, se não melhorar, eu vou'. O que se entende, porque há a vida prática também. Mas as pessoas têm medo de se reinfectar. O HC está avançando na direção de atender, inclusive, nas Unidades Básicas de Saúde. Naturalmente não somos nós que vamos atender lá, mas vamos conversar com os profissionais dessas unidades para assumir protocolos e a gente poder construir um caminho único para o paciente. Ele sai do hospital e pode continuar o tratamento mais perto da casa dele. Há uma preocupação das secretarias de Saúde, do município e do Estado, que trouxeram para o HC essa demanda, para quando ele sair do hospital possa continuar o tratamento mais perto de sua casa.  Estamos tentando atender da melhor forma. Olha, qualquer vida perdida é inexplicável.  Ponto. A vida é o melhor ativo que a gente tem. E São Paulo tem feito um trabalho exemplar. A gente atende bem na fase aguda. O paciente, quando sai do hospital, já sai com orientação de procurar a reabilitação. Há um esforço para encurtar essa recuperação para que ele possa, rapidamente, voltar para a sua atividade em boas condições.

Esse retorno à vida produtiva pode ajudar a superar as sequelas?

Eu arrisco dizer que em 98% dos casos, sim. Quando você está voltando para uma atividade que você tem prazer de fazer, ajuda muito na recuperação. Mas, às vezes, você não está exatamente naquele emprego que você gostaria, que te desafia, ou então o ambiente de trabalho não é acolhedor. Aí, se você já não gostava muito de estar naquele papel, a doença leva você a gostar menos ainda. E nem você, nem eu, vai a um lugar se não for bem recebido, não é verdade? Mas no emprego a gente não pode escolher, você tem de trabalhar onde a função é necessária. Muitas vezes, o fato de o ambiente não ser o mais amigável, ajuda a pessoa a não ter entusiasmo para voltar. Aí, também, São Paulo tem trabalho interessante. A gente percebe que as instituições, as associações de classe, estão coerentes com a importância do que a pandemia trouxe e da necessidade das pessoas voltarem, até como forma de melhorar o desempenho funcional, mas também de a gente devolver a competitividade do País. E o trabalho que traz prazer também significa saúde.

Que orientação daria para quem está nesta fase, teve alta, e precisa trabalhar? Ter paciência ou insistir no retorno?

Olha, a orientação é: respeite os seus limites. Todos os dias nos colocamos em posição de desafio, ou seja, se estou fazendo exercício, quero fazer mais cinco minutos; se estou trabalhando, abraço mais um objetivo; mas a gente precisa respeitar nossos limites. Ainda mais se a gente está em fase de recuperação. Não significa deixar de fazer, mas significa fazer com mais cautela, quando necessário com ajuda, e sempre buscando a cada dia um passo a mais, com segurança. Neste processo de recuperação, o passo, mesmo pequeno, deve ser para a frente. Nós tivemos aqui pacientes que trabalhavam na limpeza urbana, telemarketing, médicos que operavam com muita destreza, professores de faculdade, donas-de-casa, pessoas que trabalham em escritório. Em todos os casos o que dizemos é: respeite o seu limite, busque apoio dos seus colegas e traga para nós todas as suas dúvidas.

Como é feito esse trabalho?

Nós montamos equipes de teleatendimento, grupos de orientação e quando ele tem condições de condicionamento físico, que nós oferecemos no programa de reabilitação, um condicionamento físico mais suave, não é transformar a pessoa sedentária num atleta, mas que vai devolver a coordenação, agilidade e o equilíbrio emocional. É preciso entender que a gente não é capaz de fazer o que fazia com dez anos, é a primeira lição da vida. A gente precisa se ajustar aos diferentes momentos. A segunda lição da vida é que a gente não precisa se conformar com fazer menos, pode fazer mais de uma forma diferente. Então a gente simula atividades do indivíduo. A equipe descreve com o paciente toda a rotina de trabalho dele e vamos mostrando os pontos de atenção. Desde o deslocamento, levantar da cadeira, levantamento de um peso, os pontos de atenção da coordenação e da memória. Reproduzimos cada uma das etapas para garantir que essa ação ocupacional, um dos focos importantes do processo, seja feita com total segurança da ajuda necessária. Por exemplo: às vezes um pequeno apoio, um suporte, para reduzir o peso do braço ajuda o indivíduo a voltar para as atividades de informática na atividade que exige uso do computador. Procuramos ajustar a atividade que esteja próximo daquilo que ele vai fazer.

E isso acontece onde? É feito no HC?

No HC. A maior unidade da Rede Lucy Montoro fica dentro do Hospital das Clínicas. O nosso Instituto fica na Vila Mariana, onde há unidade de internação e ambulatório, mas temos também um espaço dentro do HC, no prédio central. Temos também uma área no Jardim Umarizal, no Campo Limpo; uma no Morumbi, onde há o maior número de leitos, de reabilitação; e na Lapa, onde há o trabalho de orientação para as atividades ocupacionais e um espaço grande de condicionamento físico e atividades laborais para ajustes no mundo do trabalho. É onde se faz os ajustes finais para a pessoa voltar às atividades profissionais e até para os afazeres domésticos: cuidados ao usar o forno, como usar o apoio da pia. Tudo isso é feito pelas terapeutas ocupacionais.

E sobre a pandemia. O que estão esperando?

Estamos no meio de um tsunami e qualquer previsão é mais instintiva do que científica. Mas eu vejo dentro desse tsunami uma luz clara oferecendo uma oportunidade de a gente fortalecer o sistema de saúde, fortalecer o SUS.

Serviço

O serviço de reabilitação da Rede Lucy Montoro é considerado referência no setor no País. Ligado à Faculdade de Medicina da USP, o serviço atende pacientes em tratamento de reabilitação em cinco unidades na capital, mas se entende também ao interior do Estado e Litoral. 

Na capital, os locais de atendimento se localizam no Hospital das Clínicas, área da Avenida Rebouças, Vila Mariana, Jardim Umarizal, Morumbi e Lapa.

No Interior - Botucatu, Campinas, Fernandópolis, Marília, Mogi Mirim, Pariquera-Açú, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Sorocaba

Litoral - Santos, além de uma Unidade Móvel.

Tudo o que sabemos sobre:
coronavírusepidemia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.