'Recursos não faltarão', diz ministro sobre microcefalia no País

Marcelo Castro e uma equipe de especialistas desembarcam nesta segunda em Recife para uma reunião; PE é o Estado mais afetado

Lígia Formenti e Isadora Perón, O Estado de S. Paulo

30 Novembro 2015 | 16h00

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou, pouco antes de embarcar para Pernambuco que "recursos não vão faltar" para a contenção dos casos de microcefalia no Brasil. Semana passada, o governador do Estado, Paulo Câmara (PSB), reuniu-se com a presidente Dilma Rousseff e com o ministro para discutir medidas de controle da doença e saiu frustrado diante do silêncio em torno de um eventual reforço de verbas.

"Estamos mobilizados, tudo vai ser feito diante das necessidades", disse Castro ao Estado. Pernambuco registra até o momento 646 casos de microcefalia, malformação que em 90% dos casos leva o bebê a ter deficiência mental. O avanço da doença, registrado em proporções nunca vistas em nenhuma parte do mundo, está associado à infecção da gestante pelo zika, um vírus transmitido pela picada do Aedes aegypti - transmissor também da dengue e da febre chikungunya. 

Em razão do aumento de casos, Pernambuco decretou emergência. Castro e uma equipe de especialistas do ministério desembarcam nesta segunda em Recife para uma reunião. A ideia é começar por Pernambuco, detentor de quase metade dos casos de microcefalia no País, as ações do Grupo Estratégico Interministerial de Emergência (GEA), criado no período da H1N1 e reativado há uma semana. 

Formado por 17 ministérios, o grupo vai coordenar medidas de apoio às regiões afetadas pela epidemia e de prevenção da doença em todo o País. As ações do Exército para o controle do mosquito, por exemplo, devem começar pelo Estado. Na reunião desta segunda estarão presentes também representantes do Ministério da Defesa e da Integração Nacional.

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