Rede pública realiza 25 mil exames mensais em São Paulo

Se por um lado a capital paulista ostenta uma das maiores incidências de câncer de mama do País, por outro, as paulistanas estão cada vez mais conscientes da importância da prevenção da doença. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), há quatro anos eram realizadas cerca de mil mamografias por mês na rede pública. Com o aumento da procura, o número saltou neste ano para 25 mil exames mensais. Mais um exemplo que confirma o aumento da conscientização das mulheres sobre o problema são as consultas realizadas no Hospital Pérola Byington, na zona oeste da cidade. Referência nacional no tratamento de câncer da mulher, esse centro estadual atendia a 60 pacientes por semana em 2004. Hoje o hospital atende a pelo menos 60 pessoas por dia. "Sempre é importante lembrar que a avaliação médica é fundamental. Apesar de muito importante, não adianta só fazer o auto-exame. A mulher não pode deixar de ouvir a opinião de um especialista", orienta o diretor da Área de Prevenção de Câncer de Mama da SMS, Luis Carlos Pazero. Segundo Pazero, caso a paciente perceba alguma coisa estranha ao apalpar o seio, o próximo passo é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). "O problema é que elas sempre procuraram primeiro um serviço especializado. Isso acaba sobrecarregando a rede referenciada, quando, muitas vezes, um atendimento básico é suficiente." Os resultados das mamografia comprovam que nem todo nódulo é câncer. "De cada mil exames realizados, apenas cinco apontam diagnóstico positivo para câncer de mama", diz Pazero. O mastologista membro da Sociedade Brasileira de Mastologia Rafael Szymanski alerta que o seio é formado por micronódulos, que não configuram tumores e podem confundir a pessoa. "Por isso, nada substitui o médico. Às vezes, pode não ser câncer, mas alguma alteração que também precisa de tratamento." A Capital paulista tem 404 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além de 32 unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMAs). "Com o encaminhamento correto, a paciente só chega em um hospital de referência se realmente precisar. E não ocupa a vaga de uma mulher que já tem o diagnóstico positivo", explica o diretor do Centro estadual de Referência da Saúde da Mulher, Luiz Henrique Gebrim.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2006 | 09h50

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