FABIO MOTTA/ESTADÃO
FABIO MOTTA/ESTADÃO

Reembolso maior de planos de saúde deve render R$ 1,4 bilhão

Agora, operadoras terão de ressarcir governo quando clientes fizerem procedimentos mais complexos pelo SUS

Danielle Villela, O Estado de S. Paulo

08 Maio 2015 | 23h44


RIO - O governo poderá arrecadar até R$ 1,4 bilhão neste ano com a ampliação do ressarcimento de operadoras de planos de saúde privados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 8, pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no Rio.

Antes válido só para casos de internação, o reembolso também será exigido quando clientes de planos fizerem procedimentos de alta e média complexidade na rede pública. Exames e terapias, como quimioterapia, radioterapia e hemodiálise, deverão ser ressarcidos. 

A ANS espera ampliar em 149% o volume de procedimentos cobrados. “Quem mais precisa do SUS vai ter mais recursos e quem tem plano vai poder cobrar que a operadora dê acesso aos procedimentos.” Segundo Chioro, a medida tem efeito imediato, com início da cobrança de procedimentos feitos no primeiro trimestre de 2014.

No período, houve 76.258 autorizações de internações e 113.693 para procedimentos ambulatoriais de beneficiários de planos no SUS. Os números significam cobrança de R$ 354 milhões às operadoras, com projeção de até R$ 1,4 bilhão para o ano todo. Em 2014, foram arrecadados R$ 393 milhões. O dinheiro é repassado ao Fundo Nacional de Saúde (FNS). 

A ANS também passará a cobrar juros sobre os valores, a partir da data de registro da notificação às operadoras. A medida tem o objetivo de evitar que elas posterguem o pagamento.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) informou que aguardará que as “associadas recebam e tenham o prazo estabelecido na regulamentação para análise, verificação de liquidez e recurso, se for o caso”. A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) disse que a cobrança “faz parte das diretivas” da ANS e “recomenda às associadas que continuem cumprindo as normas vigentes”. 

Mais conteúdo sobre:
Arthur Chioro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.