Reino Unido prepara-se para enfrentar 100 mil casos ao dia

O Reino Unido vem tentando conter a epidemia fornecendo a droga antiviral Tamiflu a todos os casos

AP e Reuters,

02 Julho 2009 | 14h56

O Reino Unido tem uma projeção de chegar a 100 mil novos casos de gripe suína ao dia a partir do fim de agosto e deve redefinir sua estratégia, disse o ministro da Saúde.

 

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documento Folheto oficial do Ministério da Saúde 

 

Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte têm 7.447 casos registrados  de gripe suína, e três mortes, mas as autoridades reconhecem que o número real de casos é muito maior, já que muitos portadores do vírus não são submetidos a exames.

 

 

O Reino Unido é a nação europeia mais duramente atingida pela epidemia mundial de gripe suína. Especialistas acreditam que o total de casos poderá crescer exponencialmente, agora que o vírus está firmado no país. Como o vírus A(H1N1), causador dessa gripe, é novo, poucas pessoas têm imunidade natural a ele.

 

"Os casos estão dobrando a cada semana e, neste ritmo, poderemos ver mais de 100 mil casos ao dai no fim de agosto", disse o ministro Andy Burnham ao Parlamento.

 

O Reino Unido vem tentando conter a epidemia fornecendo a droga antiviral Tamiflu a todos os casos suspeitos, além de seus contatos próximos. Mas muitos especialistas criticaram a estratégia britânica, dizendo que ela desperdiça recursos e poderá criar  resistência no vírus.

 

Burnham disse que, a partir de agora, só pessoas que se acredita terem o vírus receberão o remédio.

Nesta quinta-feira, 2, o Japão confirmou um caso de resistência ao Tamiflu, produzida por uma mutação do vírus. A informação é do Ministério da Saúde japonês.

 

Um funcionário do ministério, Takeshi Enami, disse que a sensibilidade do paciente à droga ainda não foi testada. O portador do vírus resistente teve a contaminação pelo A(H1N1) confirmada em maio, e desde então já se recuperou da doença.

 

Um caso anterior de resistência á droga havia sido registrado na Dinamarca.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que até 2 bilhões de pessoas poderão acabar infectadas pelo vírus em todo o mundo. A maioria dos casos é leve e não chega a requerer tratamento médico. Mais de 77 mil casos, incluindo 332 mortes, já foram registrados mundialmente.

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