Tiago Queiroz/AE
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Reino Unido quer reduzir pela metade os fumantes até 2020

Governo pretende proibir máquinas vendedoras, eliminar marcas nos pacotes e promover programas de saúde

Efe,

01 Fevereiro 2010 | 11h02

O Governo do Reino Unido propôs um plano para reduzir pela metade o número de fumantes do país em um prazo de dez anos, informa nesta segunda-feira, 1, a BBC. O número de fumantes britânicos caiu 25% na última década e equivale atualmente a 21% da população, número que o Governo se propôs a reduzir para 10% até 2020.

 

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Entre as medidas propostas estão a eliminação das marcas nos pacotes de cigarros, a proibição das máquinas vendedoras a varejo de tabaco, como já ocorreu na Escócia no ano passado, e a ajuda médica do sistema de saúde público para estimular o abandono do vício.

 

O Governo destacou seu especial compromisso em evitar que os jovens se tornem viciados em tabaco. Para isso, tomará medidas contra a importação ilegal de cigarros baratos. Além disso, será modificada a legislação sobre as áreas onde se pode fumar, já que o Governo estuda proibir o fumo nas entradas dos edifícios, o que por enquanto é permitido.

 

"Essa estratégia renova nosso compromisso com a erradicação das doenças cardiovasculares relacionadas ao tabaco e estou confiante de que podemos reduzir pela metade o número de fumantes até 2020, ou seja, que só uma de cada dez pessoas fume", disse o ministro da Saúde britânico, Andy Burnham.

 

Segundo os números do Governo, a cada ano 80 mil pessoas morrem por causa do tabaco, o que gera um custo para o sistema nacional de saúde de 2,7 bilhões de libras (3 bilhões de euros).

 

A organização Ash, que promove hábitos saudáveis, embora em princípio apoie a proposta, pediu ao Governo promessas mais firmes e detalhadas. Já o grupo de pressão Forest, que atua em favor dos fumantes, criticou este plano que "vai contra a liberdade das pessoas de tomar suas próprias decisões". "Em um futuro não muito distante, olharemos para trás e será difícil lembrar por que as pessoas começavam a fumar", afirmou o ministro Burnham.

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